(O lance é o seguinte, eu entrei em contato com o Gizmodo para escrever reviews de games para eles. Gostaram dos meus textos e pediram para escrever um review-teste, fiz esse que esta neste post. Eles gostaram e pediram um tempo, depois disso sumiram, sei lá o que houve, não responderam mais e-mails, não mandaram cartas, sequer ligaram! Vai ver acharam outro… mas tudo bem, neste meio tempo surgiu uma oportunidade fantástica – que mais pra frente se tornará pública – e eu resolvi deixar o Gizmodo pra lá, então vou postar por aqui mesmo, e quem sabe não faço outros no futuro)
O que dizer de Peggle? Esta minha primeira análise é bem cruel, pois acabei escolhendo um jogo que por mais que você tente descrever é só jogando mesmo para entender.
Peggle chegou recentemente no Xbox 360 através da XBLA, mas já existia para PC desde 2007 e depois saiu para Mac, DS e iPod.
Resumidamente, você tem como objetivo destruir as bolinhas laranjas da tela atirando bolinhas do mesmo tamanho. Então o esquema é mirar, airar e olhar para ver o resultado. Sim, só isso. Então você me pergunta, “porque devo comprar algo tão estúpido como este?” Simples, porque isso funciona e diverte, por muitas e muitas horas. É estranho, quando vi os videos do jogo pensei o mesmo que você esta pensando, mas jogando a demo a coisa mudou de figura, e a compra do jogo completo foi imediata! (Seu custo é de 800 MSP)
Claro, não espere nenhuma história envolvente ou gráficos matadores, o esquema aqui é a diversão e seus modos de jogo. E esse é o principal atrativo do jogo, a diversão é garantida, seja para “hardcores ou casuais”. A jogabilidade é extremamente simples, e o jogo vai incluindo novos “poderes” nos personagens, acabando com a repetição no decorrer dele.
Peggle possui diferentes modos de jogo, um tradicional “evolução de fases”, um que permite escolher dentre as fases já superadas, um modo de desafio, que é liberado após o término do jogo e tem grande dificuldade, e um multiplayer.
O multiplayer (local ou via Live) é um pouco diferente do single player, é divertido mas limitado. Existe uma opção de jogo, onde os 2 jogadores vão revesando a vez dentro do mesmo puzzle, meio que um coop. Diverte, sem dúvida, mas poderia ter mais modos. (Quais modos? Não sei, não sou pago para pensar nisso!)
A música é bem repetiva e de qualidade duvidosa, e aquele home-theater que você ainda esta pagando a parcela não vai ajudar muito. São algumas músicas de séculos atrás (literalmente) gravados em algum formato do tipo .MID, que não empolgam nem um pouco. Algumas durante as fases são até bem elaboradas e parecem composições originais, mas caem na repetição com o passar do tempo. Já os efeitos sonoros, apesar de simples, funcionam muito bem. Muito bem mesmo. (Tente imaginar o som das bolinhas se tornando agudo conforme vão se chocando: poin, pin, tin)
Concluindo, Peggle aposta numa fórmula que dificilmente daria errado: Bolas coloridas + barulhinhos bacanas ao atingir as bolinhas (certas ou erradas) + jogabilidade simples + um enorme prazer e sentimento de satisfação a cada fase superada (que o jogo faz questão de festejar ao som de Carmina Burana). Sério, tem bolinhas que você nem acredita que acertou! Além disso o jogo mexe com a sorte, pois uma vez arremessada a bolinha segue sua vida, quase sempre sem sua interferência. (Isso vicia, acredite!)
Recomendo muito a compra da versão completa, e se tem alguma dúvida, baixe a versão de demonstração da Xbox Live, se gostar do que viu na demo pode comprar e se divertir! Se eu não convenci do quanto o jogo vale a pena, saiba que em 23/08/2007 ele foi considerado pela MSNBC com um dos jogos mais viciantes de todos os tempos (se não acredita clique aqui). Se você se convenceu, compre ele diretamente pelo Xbox Marketplace