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Tag: Review

Bom, não sou fã de jogos no PC… nada tem a ver com “upgrades infinitos” ou “compatibilidade do driver beta do cooler da memória esquerda v1.300.00.00.1b”. O problema em jogos no PC: Eu sou ruim!

Não consigo jogar, sou péssimo com teclado e mouse, não vai, não adianta… Para ser bem sincero só consegui jogar Sims 2, Age of Empires III, World of Goo e casuais. Não me imagino jogando Gears of War no PC, nem Left 4 Dead. Sou ruim e admito! Nem Counter Strike joguei… devo ter no máximo 10 minutos nesse jogo, em toda minha vida!

Então o PC fica por conta da minha esposa, que adora Sims 2, Tropico 2 e vários casuais do tipo “point & click”.

Diante disso e do sucesso do Plants vs. Zombies da Popcap vem fazendo, resolvi entrar no Steam e baixar o demo para ela.

Me amarrei no jogo!

O jogo, como esperado, tem uma história trivial, mas que chama a atenção pelo inusitado: Zumbis estao atacando sua casa, você para se proteger planta seu jardim. No fim ficou bacana!

Os gráficos também são os esperados para este tipo de jogo, simples mas bem cativantes. Já o som é acima da média! Músicas de qualidade e que em poucos minutos esta na sua cabeça e efeitos sonoros diversificados e divertidos… “Braaaaaaaaaains”.

Agora a jogabilidade… perfeição total! Não é um simples “point & click casual”, não basta você ser hábil no mouse, você precisa ter estratégia. Dá para arriscar e dizer que o jogo é um “RTS Casual”. Você tem diversos tipo de “armas”, que são as plantas. Tem também o conceito de “recurso” para comprar suas armas.

Na verdade é meio dificil explicar, entao o ideal é baixar o demo aqui: http://www.popcap.com/games/pvz

Levinho, instalem e me digam o que acharam. Eu gostei muito! (cuidado porque a chance de se viciar á grande!)

Esse é o típico jogo que nos ajuda a entender do porque a Popcap é referência para esse tipo de jogo. Aliás, usei o termo “casual” em várias partes, mas acho que o termo casual é errado, pois pelo que vejo da minha esposa ela joga muito além da “casualidade”. Inclusive o tanto que eu jogo meu Xbox 360 ela joga esses games no PC, que não são poucas horas. (É, me invejem!!!)

Mais um Xbox Live Arcade que tem sido comentado ultimamente, o famoso Flock.

O jogo, que é obra da Capcom, tem como idéia central a abdução de seres de uma fazenda para serem utilizados como pesquisa alienígena. Você controla um disco voador que não faz muita coisa, só assusta os animais, acelera, e conta com um raio trator/propulsor (que inexplicavelmente só consegue capturar alguns objetos, e não, os animais não estão nesta lista de objetos).

Com isso o jogo se resume a assustar os animais, fazendo-os mover-se em direção a nave mão (fantasticamente chamada de The Mother Flocker) onde ocorre a abdução. Lendo aqui parece fácil e simples, mas a coisa não é tão trivial. Primeiro de tudo, o jogo é um puzzle, portanto não se deixe enganar nas fases iniciais. Você tem quotas a cumprir, que se resume ao objetivo de abdusir certa quantidade de animais, e cada tipo de animal tem uma caracteristica própria, como por exemplo as ovelhas que encolhem na água, ou as vacas que saem em disparada quando assustadas e etc.

Toda “fazenda” é rodeada por água (nem questione isso, não se esqueça que você controla um disco voador, que é tão estranho quanto “fazendas ilhadas”), e se algum animal cair na água já era, um a menos para alcançar a cota.

Graficamente o jogo é bonito, mas chega a se repetir depois de um tempo. A música é excelente, uma mistura de country com pitadas de Sci-fi, típicos de filmes trash sobre aliens. Realmente um espetáculo!

A jogabilidade pode ser o maior defeito do jogo. Se por um lado temos o desenroladar das fases, que são bem diversificadas, intuitivas e de dificuldade crescente-moderada, por outro lado o controle da nave pode não ser satisfatório. Aliás fica dificil saber se o controle da nave que é meio estranho ou se realmente os animais não tem bem uma lógica precisa de movimento, mas com o passar do tempo você aprende (acostuma?) com o movimento dela.

O fato é, a grande magia do jogo esta na temática de aliens, se o jogo fosse um pouco mais genérico (como uma mão assustando bolinhas, ou coisa so tipo) ele teria passado batido.

O jogo possui um modo singleplayer com cerca de 50 fases a serem cumpridas, além de um multiplayer cooperativo. Mas o destaque mesmo fica por conta da edição de fases, e o melhor, você pode compartilhar com seus amigos através da Live.

Outra coisa que gostei, apesar de termos tempo nas fases, eles só contam para dar pontos ou não, ou seja, você não precisa se preocupar em resolver o puzzle rápido por causa do tempo. (Sim, odeio jogo com tempo)

Se você não gosta de puzzles, não entende como alguém pode gostar de Lemmings, não caia na armadilha do “jogo bonitinho de aliens”, passe longe. Mas se você gosta de um belo desafio que envolve lógica e habilidade com o controle, baixe o demo e confira!

Não tem jeito, acredito que tdos vão se lembrar deste jogo como o “Game feito pelo lavador de pratos no seu tempo livre usando a ferramenta gratuíta XNA da Microsoft que ganhou prêmios e foi promovido para ser um jogo de destaque da Xbox Live Arcade”. Bla-bla-bla, isso é conto de fadas e não torna um jogo bom ou ruim, o que vale mesmo é o que meus dedos vão sentir :-)

Se você esta com preguiça de ler até o final, vou resumir o jogo numa frase: “É um Ninja Gaiden 2 em 2D misturado com Alien Hominid HD e com um visual sinistro. E difícil.”

No jogo você é um ser que acorda numa cozinha (Precisavam encaixar o Dishwasher – lavador de pratos – em algum lugar) e sai matando Deus e o mundo. E morrendo na mão de Deus e o mundo. O enredo com certeza não é o ponto forte do jogo, mas quem se importa?

No decorrer das fases você vai evoluindo seu personagem e armas, e vai quebrando tudo que ver na frente. O jogo é violento, com várias animações bacanas ao finalizar os inimigos. A variedade dos inimigos também é satisfatória, apesar de ser meio zoneado: você tem zumbis, agentes de terno, militares, robôs e até a morte a cavalo! Isso, as vezes, na mesma tela.

A jogabilidade é a mais old-school possível (gosto de falar “old-school”), é andar, pular, golpe fraco, golpe forte e magia. Isso tudo gerando muita dor no dedo, já que não dá para parar para pensar. E existem os chefões no final das fases, osso duro de roer!

Alias, o jogo é bem dificil, daqueles que faz você desistir e ir jogar Peggle para relaxar. Mas o segredo aqui é: ao enroscar numa fase volte no inicio do jogo e consiga grana para evoluir seu personagem e, estando fodão, supera a fase que estava enroscado. Se serve de consolo, isso aumenta consideravelmente o fator replay :-)

O som é maneiro. Na maior parte do tempo você não escuta a música, e para falar a verdade nem sei se existe uma música de fundo pois o tempo todo você esta ouvindo o som de tiros espadas, carne sendo dilacerada e as vezes sons de guitarra. É, tem uma guitarra que abre um mini-game de apertar botões.

Isso merece um parágrafo especial: um samurai-lavador de pratos-guitarrsta que esta no meio de uma batalha com zumbis+militares+robos+agentes de terno e pega uma guitarra para dar um solinho. E eu reclamando da zona de variedade de inimigos…

O ponto é que o mini-game, apesar de non-sense, é divertido, permitindo até o uso da guitarra do Guitar Hero (talvez do Rock Band) na sua execução. Claro que não vale o esforço de ligar a guitarra para passar o mini-game, mas vale a curiosidade.

Os gráficos são bem bacanas,
todo estilizado, passando bem uma sensação gótico-emo-sinistro-”mamãe, sou um samurai que lava pratos e toca guitarra”, sempre com tons pálidos. Realmente chama a atenção neste ponto.

Além do modo história com suas longas 14 fases (considerando que várias vezes você voltará para jogar no inicio), o jogo conta com um modo arcade bem bacana com 50 fases, lembrando bem aquela expansão do Ninja Gaiden 2, onde você tem como objetivo matar N inimigos com arma X. O modo multiplayer não testei.

Então se você gosta de jogos a la 90s, onde a lei é massacrar botões, deixando de lado a história e a lógica, e onde a dificuldade é um desafio, pegue este jogo já!

Para quem não sabe, o Xbox 360 tem uma área chamada Community Games, onde ficam jogos criados por estúdios/desenvolvedores independentes através da XNA. Como era de se esperar de algo do tipo, tem muito lixo. Vários jogos ruins, que chega a desanimar você ficar testando um a um. Então uma indicação (como este post!) é sempre bem vinda!

Não sei ao certo o que me levou a baixar um jogo com o nome “Super Vaca”, mas baixei e acabei comprando o jogo completo. A história é bem trivial, você é uma vaca que pula e tem como objetivo salvar a fazenda de um doutor maluco (ou algo parecido) enquanto você pega um bocado de moedas e tesouros. Parece ridiculo? Sim é completaente ridiculo, mas lembre-se que Sonic fez sucesso em cima de uma história parecida.

A jogabilidade é bem simples: pule. Para avançar as plataformas, no melhor estilo 2d, pule. Para matar seus inimigos, pule. Inimigos grandes, pule 2 ou 3 vezes na cabeça. Chefões, pule muitas vezes na cabeça. Enfim, o jogo usa o direcional e o botão “A”, e devia se chamar “JumpCow”. Simples? Sim, muito simples, mas lembre-se que Super Mário não fazia muito além disso (ok, ele segurava os cascos das tartarugas, mas ele era foda).

O que? Então SuperCow esta sendo comparado com Super Mário e Sonic?! Sim. Este é o estilo do jogo, old-school total! Se tivesse sido lançado a uns 15 anos atrás, hoje teriamos um SuperCow Party ou SuperCow Unleashed. Claro que não é um clássico, fica abaixo desses que estou comparando, mas lembre-se que este jogo é feito de forma independente, não por um grande estúdio.

Voltando. O jogo começa muito fácil, e gradativamente vai aumentando a dificuldade. Este aumento de dificuldade é bem leve e devagar, o que pode irritar os mais afoitos. O lado bom é que isso torna o jogo longo, e nos níveis mais altavançados o jogo fica bem desafiador, surgindo novos inimigos. Cada fase você tem que cumprir algumas missões, que podem ser achar a saída, matar todos inimigos e por ai vai. É legal também sair coletando todas as moedas e tesouros, que só servem para pontuar, mas mesmo assim é divertido enquanto desafio.

Os gráficos são bem bonitos e caprichados, já as músicas… meu Deus, você tem vontade de pegar aquele banjo e dar na cabeça da vaca! Os efeitos sonoros são bem simplistas também.

Resumindo: gráficos bonitos, som chato, jogabilidade simples e viciante no estilo plataforma 2d, a la 1990s.

Baixe o demo aqui e dê uma conferida (O demo é de graça mesmo…).

Coisas que eu não sabia sobre os Community Games que acabou me chateando: Não há conquistas! Não consegui jogar desconectado da Live! O jogo não aparece na sua lista de jogos no xbox.com.

(O lance é o seguinte, eu entrei em contato com o Gizmodo para escrever reviews de games para eles. Gostaram dos meus textos e pediram para escrever um review-teste, fiz esse que esta neste post. Eles gostaram e pediram um tempo, depois disso sumiram, sei lá o que houve, não responderam mais e-mails, não mandaram cartas, sequer ligaram! Vai ver acharam outro… mas tudo bem, neste meio tempo surgiu uma oportunidade fantástica – que mais pra frente se tornará pública – e eu resolvi deixar o Gizmodo pra lá, então vou postar por aqui mesmo, e quem sabe não faço outros no futuro)

O que dizer de Peggle? Esta minha primeira análise é bem cruel, pois acabei escolhendo um jogo que por mais que você tente descrever é só jogando mesmo para entender.

Peggle chegou recentemente no Xbox 360 através da XBLA, mas já existia para PC desde 2007 e depois saiu para Mac, DS e iPod.

Resumidamente, você tem como objetivo destruir as bolinhas laranjas da tela atirando bolinhas do mesmo tamanho. Então o esquema é mirar, airar e olhar para ver o resultado. Sim, só isso. Então você me pergunta, “porque devo comprar algo tão estúpido como este?” Simples, porque isso funciona e diverte, por muitas e muitas horas. É estranho, quando vi os videos do jogo pensei o mesmo que você esta pensando, mas jogando a demo a coisa mudou de figura, e a compra do jogo completo foi imediata! (Seu custo é de 800 MSP)

Claro, não espere nenhuma história envolvente ou gráficos matadores, o esquema aqui é a diversão e seus modos de jogo. E esse é o principal atrativo do jogo, a diversão é garantida, seja para “hardcores ou casuais”. A jogabilidade é extremamente simples, e o jogo vai incluindo novos “poderes” nos personagens, acabando com a repetição no decorrer dele.

Peggle possui diferentes modos de jogo, um tradicional “evolução de fases”, um que permite escolher dentre as fases já superadas, um modo de desafio, que é liberado após o término do jogo e tem grande dificuldade, e um multiplayer.

O multiplayer (local ou via Live) é um pouco diferente do single player, é divertido mas limitado. Existe uma opção de jogo, onde os 2 jogadores vão revesando a vez dentro do mesmo puzzle, meio que um coop. Diverte, sem dúvida, mas poderia ter mais modos. (Quais modos? Não sei, não sou pago para pensar nisso!)

A música é bem repetiva e de qualidade duvidosa, e aquele home-theater que você ainda esta pagando a parcela não vai ajudar muito. São algumas músicas de séculos atrás (literalmente) gravados em algum formato do tipo .MID, que não empolgam nem um pouco. Algumas durante as fases são até bem elaboradas e parecem composições originais, mas caem na repetição com o passar do tempo. Já os efeitos sonoros, apesar de simples, funcionam muito bem. Muito bem mesmo. (Tente imaginar o som das bolinhas se tornando agudo conforme vão se chocando: poin, pin, tin)

Concluindo, Peggle aposta numa fórmula que dificilmente daria errado: Bolas coloridas + barulhinhos bacanas ao atingir as bolinhas (certas ou erradas) + jogabilidade simples + um enorme prazer e sentimento de satisfação a cada fase superada (que o jogo faz questão de festejar ao som de Carmina Burana). Sério, tem bolinhas que você nem acredita que acertou! Além disso o jogo mexe com a sorte, pois uma vez arremessada a bolinha segue sua vida, quase sempre sem sua interferência. (Isso vicia, acredite!)

Recomendo muito a compra da versão completa, e se tem alguma dúvida, baixe a versão de demonstração da Xbox Live,  se gostar do que viu na demo pode comprar e se divertir! Se eu não convenci do quanto o jogo vale a pena, saiba que em 23/08/2007 ele foi considerado pela MSNBC com um dos jogos mais viciantes de todos os tempos (se não acredita clique aqui). Se você se convenceu, compre ele diretamente pelo Xbox Marketplace