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Tag: Mercado

Mais um texto que iria para a PXMagazine. Aqui a idéia era pegar um tema sobre um assunto e juntar diversos pontos de vista de alguns colaboradores. Montei esse texto sobre DLC, achei pertinente postar aqui.

DLCs

Introdução

Creio que todos devem saber do que se trata um Downloadable Content (Conteúdo Desgarregável/Baixável, em Português), ou simplesmente DLC, afinal esta geração tornou essa forma de distribuição muito simples e acessível. Mas para quem não sabe, o termo DLC é usado para descrever a distribuição de software através da Internet, geralmente associado a conteúdo de jogos que são lançados de forma separada do jogo principal, complementando-os.

Alguns exemplos famosos de DLCs:

  • Mapas adicionais de jogos como Gears of War e Halo 3
  • Músicas para jogos como Rock Band, Guitar Hero e Lips
  • Expansões para jogos como Fallout 3, Fable 2 e GTA 4
  • Carros e Pistas para Forza 2
  • Roupas para avatares, Ninja Gaiden 2 e Street Fighter IV

Evolução

Apesar de fazer sucesso hoje, a forma de distribuição digital já existia no início da década de 80 no Atari 2600, através do serviço GameLine, onde era possível baixar jogos completos através da linha telefônica. E mesmo o Mega Drive teve recurso semelhante com o Sega Channel. Mas apesar de serem distribuição digital não são considerados DLCs, visto que era vendido o jogo completo e não partes adicionais de jogos.

O conceito de DLC se fortaleceu nos PCs, onde vários MODs e Mapas eram distribuídos apenas de maneira digital, já que muitos autores desses conteúdos não possuiam formas de distribuí-los de maneira física. Hoje esse tipo de conteúdo é mais conhecido como User-Created Conntent, mas podem ser considerados, junto com o serviço do Atari 2600, como “avós” dos DLCs de hoje.

O primeiro console a oferecer o recurso de DLC (complementando títulos físicos) foi o Dreamcast, mas a coisa vingou mesmo com o Xbox (o antigo), trazendo DLCs para jogos como Halo 2 e Splintter Cell na Xbox Live. Ainda nessa época era possível encontrar muitos DLCs gratuítos na Live, exceto para títulos publicados pela própria Microsoft, onde raramente existiam DLCs gratuítos. Aliás, a Microsoft foi a primeira empresa a se cobrar por um DLC, isso foi em 2002 em um DLC do jogo Mech Assault.

Atualmente

Já no Xbox 360 a idéia dos DLCs estava mais do que consolidada, a Microsoft criou os Microsoft Points e deu uma atenção mais do que especial para a Xbox Marketplace na Live. Estratégia que foi seguida pela Nintendo e Sony, tornando o recurso um padrão para esta geração de consoles.

O que vemos hoje é uma exploração deste recurso, gerando várias discussões, tendo gente apoiando ou não o uso de DLCs.

Pontos positivos

  • Aumenta a durabilidade e fator replay de um título, pois a cada mapa ou add-on novo que é lançado, uma legião de jogadores resolvem “tirar a poeira” do seu jogo, fazendo valer seu investimento no título.
  • Mantém o jogo em evidência, como por exemplo o Rock Band, onde já é tradicional existir novas músicas semanalmente. Com isso a franquia esta sempre sendo lembrada pelos jogadores, valorizando a marca.
  • Inibe a pirataria, visto que os DLCs só existem de forma digital e em uma rede fechada, impossibilitando a cópia indevida (ou pelo menos dificultando).
  • (Positivo para as distribuidoras) Inibe o comércio de jogos usados, pois o DLC não pode ser vendido junto, e normalmente se a pessoa investiu em um DLC é porque gosta muito do jogo ou simplesmente não quer perder o investimento.
  • Deixa de lado a limitação de mídia física (no caso do Xbox 360 é o DVD-9) e coloca como limitação o espaço do disco rígido, bem maior que um DVD-9.
  • Facilita a distribuição. Uma vez publicado na Live, o DLC atinge milhões de usuários, independente da região (exceto para locais bloqueados), facilitando o acesso ao produto.

Pontos Negativos

  • Obriga a existência de um disco rígido ou cartão de memória para armazenamento, encarecendo o console ou aumentando o investimento do jogador com acessórios de armazenagem.
  • Preços maiores do que o valor dos jogos. Isso acaba sendo um padrão pois, proporcionalmente, o DLC custa muito mais que o jogo em mídia física. O exemplo mais simples são as músicas adicionais do Rock Band, onde são cobrados em média 160 Microsoft Points ou US$1.99 por música. Claro que isso é uma média, pois os valores são diversos dependendo do Pack de músicas adiquirido ou pelo valor da música em sí, mas o fato é que temos no Rock Band 2 cerca de 80 músicas, de mesma qualidade de uma música DLC. Para se fazer uma seleção semelhante somente com DLCs gastaríamos cerca de US$160. Com isso não é nenhum absurdo falarmos que o DLC chega a custar 260% a mais do que o valor de um jogo. O mesmo vale para diversos títulos, usando como base o tempo de jogo/DLC.
  • Abuso de algumas distribuidoras. Um exemplo que me veio na cabeça foi a Capcom com a venda de roupas no Street Fighter IV e acessórios para o Dead Rising. O primeiro abuso é por conta do preço praticado, mas o que mais chamou a atenção é que esses ítens já estavam na mídia física do jogo, sendo o DLC apenas um código para liberar o conteúdo. Conteúdo este que, teoricamente, já foi pago pelo jogador no ato da compra.
  • A grande maioria dos DLCs não existem em formato físico, dificultando o acesso para quem não possui uma conexão de banda larga.
  • Em alguns casos, a ausência de um DLC torna o título incompatível para se jogar online com jogadores que possuem o DLC. Por exemplo no Call Of Duty 4: Modern Watfare, onde a ausência dos mapas adicionais faz com que o jogador simplesmente seja desconectado da sala quando o mapa adicional é escolhido (que muitas vezes é uma escolha automática).

Futuro

Os números de venda de DLCs não são divulgados, mas em agosto/2008 a Microsoft anunciou que já tinha movimentado US$240 milhões em transações na Xbox Marketplace e informou que jogos que possuem DLC na Live vendem em média US$21 milhões a mais em mídias físicas, além de aumentar em média 16% o tempo em que jogo fica com o jogador até ser vendido pelo mesmo. A Activision anunciou que os Map Packs 1 e 2 para o Call of Duty: World At War foram baixados 4 milhões de vezes (inclui Live, PSN e PC – Em Julho/2009) e já anunciou que o Call of Duty: Modern Warfare 2 terá pelo menos 2 Map Packs.

São só alguns exemplos, mas com esses números temos o fato de que cada vez mais teremos DLCs para jogos, pois gera lucro para as empresas, inibe a pirataria e diminui a venda de jogos usados. Isso já acontece hoje, onde os DLCs já são planejados e divulgados antes mesmo do lançamento do jogo.

Na minha opinião, os DLCs são benvindos, desde de que sejam realmentes opcionais… Roupas, acessórios, mapas e algumas expansões realmente não afetam na história do jogo, mas alguns acabam alterando a experiência do game como por exemplo o mais recente título do Prince of Persia, onde foi lançada uma expansão que continua os que foi mostrado no final do game. É como assistir um filme e ter que pagar a mais para ver o final.

Já DLCs como do GTA4 são fantásticos, pois expandem muito o universo do jogo original sem afetar o mesmo. Para mim é o estilo de DLC ideal.

Referências

Ok, o jogo é mega-ultra-foda-bom. Com certeza um dos melhores jogos que já joguei, mas o desenvolvedor é um cara estranho.

Primeiro ele reclamou que o jogo estava com um preço acima do que ele desejava (1200MSPs). Depois declarou que não haveria conteúdo adicional para download. Agora ele reclama que o tema vendido no Marketplace é cobrado… Na boa, esse cara podia ganhar muito mais dinheiro, mas fica com esse “pensamento indie”. PQP, vai desenvolver jogo para Linux!

Se coloquem no lugar de uma produtora, aí chega um desenvolvedor pra você que diz: “Olha, tenho uma idéia par alançar um jogo de guerra em primeira pessoa.. penso até na 2ª guerra mundial, ele vai vender um tanto, mas podemos vender ainda mapas para jogos online, temas para a Dashboard, bonequinhos dos personagens e coisas assim”. Aí chega outro desenvolvedor que fala “Olha, fiz um jogo excelente, mas eu gostaria que ele fosse barato, e não quero vender nada adicional, nem fases extras nem temas… nada! E se vocês fizerem isso vou ficar reclamando no meu site“. Você enquanto produtora, em qual investiria?

Pois é, acho que vai demorar pra vermos coisas novas desse “desenvolvedor-rebelde”.

PS360?

Dec 29

Já parou para pensar de como é ridícula a guerra de mercado entre os consoles?

Mais especificamente a briga entre Xbox 360 e Playstation 3, dois aparelhos que brigam pelo mesmo nicho do mercado (o Nintendo Wii aposta – e ganha – em outro). Claro, eles tem suas diferenças, vantagens e desvantagens. Se for a fundo passaremos a discutir espaço de mídia, capacidade de processamento, rede online, sistema operacional, tipo de controle, e mais tantas coisas para chegarmos a conclusão que tudo isso é para rodar o mesmo jogo!

(esqueça por enquanto os títulos exclusivos de cada plataforma)

Vejam que coisa, onde trabalho quem tem video-game tem um Playstation 3… tenho quase certeza que sou o único com Xbox 360 por lá. Mas tudo bem, isso não nos impede de conversar sobre jogos… Esta semana estavamos conversando sobre a jogatina online do Call Of Duty 4 e do GTA4, de como era bacana e etc. Depois de alguns minutos já estavamos falando das estratégias de jogo, melhores posições nos mapas, pontos fracos dos inimigos etc. Ou seja, quem passasse do lado teria certeza que estavamos falando dos mesmos jogos, e sim, estavamos falando dos mesmos jogos!

Gráficos, sons, jogabilidade, tudo igual! (se você realmente vê diferenças de sombra ou texturas entre Xbox 360 e Playstation 3, vá no Google e digite “vida social”)

Oras, é o mesmo jogo, feito (normalmente) pelo mesmo desenvolvedor, que é jogado online via internet mas que não conversa com sua outra versão (ou melhor, versão de outro console). A coisa fica pior ainda se considerarmos os jogos cujo servidores não ficam na Live nem na PSN, ficam com o Produtor do jogo (a Eletronic Arts é o maior exemplo desta prática). A única coisa que impede que eu jogue com meus colegas de trabalho deve ser um dado “Tipo de Console” cravado na minha conexão!

Esta dando para perceber de como isso é ridículo? 2 aparelhos de arquiteturas completamente diferentes, projetados para rodar a mesma coisa!

Percebe que o custo de desenvolvimento para atender os dois consoles é praticamente dobrado? Se não for dobrado com certeza tem um alto custo de conversão.

Ah… mas e os exclusivos? Isso é mais ridiculo ainda! Uma empresa gasta uma grana absurda (fazer um blockbuster não é barato) e só vende para uma parcela de potenciais consumidores. Vai me dizer que o PS3 não consegue rodar o Gears of War 2? E que o Xbox 360 não consegue rodar o Metal Gear Solid 4? Pode ter certeza que se ambos fossem concebidos para serem multi-plataforma, seriam idênticos entre elas. Veja o GTA4 como exemplo…

Mais absurdo ainda fica se pararmos para pensar que quase sempre a empresa tem prejuízo com a venda de um console, grana esta recuperada nas vendas de jogos (todo jogo paga para poder rodar na plataforma). Ou seja, brigam entre sí para ter prejuizo! (no decorrer do tempo este prejuízo vira lucro com a queda de preços dos componentes, mas o PS3 ainda tem prejuízo a cada console vendido)

O que seria o ideal? A um tempo atrás o presidente da Eletronic Arts cantou a bola: Uma única plataforma!

Que idéia simples e fantástica! Teriamos uma única plataforma, onde teríamos um único desenvolvimento e rodaria em qualquer console! Vejam que a plataforma deveria ser um padrão acordado entre as empresas do consórcio (no caso Microsoft e Sony) e cada uma implementaria no seu console seguindo os requisitos básicos. Mas e aí, o que poderia diferenciar um console do outro? Porque eu compraria o da Sony e Não o da Microsoft? Serviços agregados! Hoje, de certa forma, já temos isso, aluguel de vídeos músicas, etc… cada uma das empresas brigariam pela qualidade de serviços, mas os jogos seriam universais, coisa que com certeza faria o preço deles diminuirem.

Isso é absurdo? Não! A Nokia faz isso junto com a Sony Ericsson! os celulares destas empresas utilizam o sistema operacional Symbian, que foi concebido através de um consórcio destas duas empresas (na verdade tem outras envolvidas, mas não me lembro agora e estou com preguiça de pesquisar). Definido o padrão, qualquer software desenvolvido para ele rodaria em qualquer aparelho de celular das empresas. Como elas concorrem entre sí? Modelos diversificados e serviços agregados, mas tudo desenvolvido em cima de um padrão. (Na verdade a Nokia comprou a Symbiam este ano, mas tudo bem, o exemplo ainda é válido). Quer algo mais simples? Pense nos filmes em DVD, já pensou se tivessemos um modelo específico de aparelho de DVD para assisti-los, filmes da Sony ou filmes da Microsoft?

Uma coisa as empresas (e os fanboys) deveriam perceber: o foco dos video-games é o Software e não o Hardware! São os jogos que nos divertem!

É muito comum o pessoal me questionar do porque importo meus jogos, pois eles acham que pelo fato de eu ser contra produtos piratas eu deveria comprar aqui e apoiar o produto nacional.

A primeira resposta é óbvia, aqui tudo é muito caro! Mas o problema não é só esse, o problema é que a Microsoft Brasil consegue vender jogos a R$159.00 enquanto as outras distribuidoras os vendem a partir de R$229.00. Se a Microsoft Brasil consegue elas também conseguem!

É muito comum o pessoal chamar as empresas “não-Microsoft Brasil” de “importadoras”. Estou falando da Synergex, NC Games e Eletronic Arts Brasil. Estas empresas tem o mesmo status de distribuidora da Microsoft Brasil. (Se você não sabe a diferença, leia este texto).

Percebam, o jogo que é distribuído pela Synergex, não é distribuído pela NC Games, nem pela Eletronic Arts e nem pela Microsoft Brasil. Elas, como todo distribuídor, tem contratos de exclusividade com as Produtoras para o território nacional. Na prática, entre outras coisas,  isso significa que elas não pagam US$59.90 em um jogo como nós pensamos. O mesmo vale para a Microsoft Brasil, pois assim ela consegue manter o preço na casa do R$159.00 dos jogos nacionais. (Sim, a Microsoft Brasil não passa de uma “simples” distribuidora de games)

Então o comentário é bem simples: “Se a Microsoft Brasil consegue, outras distribuidoras também deveriam conseguir”.

Diante disso eu só compro no Brasil jogos da Microsoft Brasil, o resto eu importo de lojas como a CDuniverse.com.

Desde a abertura do mercado nacional para o mercado externo no governo Collor, os produtos locais tem forte concorrência dos produtos importados, seja por qualidade ou por preço. O que acontece com os jogos é a disputa por preços, já que o jogo é o mesmo, mudando apenas a embalagem. Isso é saudável para a economia e é praticado quase que no mundo todo.

Para quem acompanha o mercado nacional de games já percebeu que os preços estão subindo. Lançamentos de dezembro custam entre R$250.00 a R$300.00, isso para jogos que no exterior custam US$59.95.

O texto acima já é suficiente para desencadear a rebeldia de muita gente, onde você fatalmente escutaria algo do tipo “o mercado nacional é uma palhaçada”, “quem compra nesse preço é otário”, “nunca vou pagar isso”. Mas será que este preço é fora da realidade?

Prometo não usar desculpas do dolar alto e os altos impostos para justificar esses preços se o leitor (todos meus 3 :-) ) prometerem não pensar como um “gamer mão-de-vaca que muda a data de nascimento no site da Saraiva só para ganhar 15% de desconto em cada compra”.

Primeiro temos que entender quem é o público-alvo destas empresas. Lojas como Fnac, Saraiva, Gamers e outras que se estabelecem em shoppings de classe média/média-alta não focam em clientes que “arriscam” seus números de cartão de crédito em sites da China, desconhecidos do público em geral, que entregam sua encomenda cerca de 30 dias depois da sua compra. Ela foca em um público que quer sair de lá com o jogo e ir para a casa jogar, ou aquele público que gosta do assunto mas não gosta o suficiente a ponto de pesquisar em fóruns ou etc. Ou ainda um público que esta lá apenas para comprar um joguinho para seu filho.

Pois é, existem consumidores assim. Basta ir a uma Fnac e ficar atento ao seu redor. Mesmo com estes preços, os jogos são vendidos, você gostando disso ou não. O consumidor casual (perceba que aqui não é só gamers) gosta de se sentir seguro comprando fisicamente, e quando compra virtualmente ele só compra de lojas renomadas, como Submarino e Americanas. As outras lojas sempre geram desconfianças, e geralmente só compram nelas com indicações (ou insistência) de amigos. E isso não é raro. Mesmo entre os gamers hadcores é comum ouvir perguntas do tipo “Cara, você conhece o site X? Já comprou lá? É de confiança?”.

Uma excelente analogia: é correto criticar alguém que sai para uma balada e paga R$4.00 numa cerveja, sendo que a mesma em um hipermercado custa R$1.00? Esse preço alto na balada não é em relação ao dolar, nem impostos, mas sim pelo serviço prestado. Teoricamente a cerveja esta gelada e te entregam na hora.

Muitos alegam que preços como esses afundam o mercado pois puxam o preço para cima. Pode até ser verdade, mas garanto que mesmo assim estão vendendo muito (é só ver que os preços só subiram neste ano), e o objetivo de qualquer empresa é obter lucro, e quanto maior o lucro melhor. Pensem como uma empresa, você prefere vender seu produto a R$100 para 10 pessoas ou a R$300 para 5 pessoas? Garanto que se ao subir o preço para R$300 somente 3 pessoas comprariam o produto com certeza o preço cairia ou a empresa sairia do negócio (se ela entendesse que o investimento não valeria a pena).

Uma coisa interessante. Nos EUA, com o preço de um Xbox ($299) você compra 5 jogos lançamentos ($59.95 cada). No Brasil, com o preço do KitBr (R$2399.00) você compra 8 lançamentos (a R$299.00). É uma conta curiosa, visto que os produtos são relacionados e combinados dentro do próprio mercado (EUA e Brasil). Tá certo que isso pode indicar que o KitBr esta muito caro, mas a comparação ainda sim é válida.

Indo um pouco além, fiz uma breve pesquisa de preços. Vejam a tabela abaixo:

Produto Preço praticado nos EUA para o consumidor final, em US$ Preço praticado nos Brasil para o consumidor final, em R$ Fator (BR/EUA)
Nokia N95 1Gb (desbloqueado) $425,00 R$1.499,00

3,5

Nokia N95 8Gb (desbloqueado) $569,99 R$1.999,00

3,5

iPhone 3G 16Gb $299,00 R$2.199,00

7,4

Harley Davidson Sportster 883 $6.999,00 R$29.900,00

4,3

Xbox 360 60Gb + 2 Jogos (equivalente ao KitBr) $419,89 R$2.399,00

5,7

Jogo de Xbox 360 – Lançamento $59,95 R$299,00

5,0

Nintendo Wii $299,95 R$1.999,00

6,7

(Todos os produtos acima são importados e suportados oficialmente no país, obviamente os mesmos produtos importados – sem suporte do revendedor nacional – tem preços menores)

Perceba que todos os produtos sofrem um aumento que vai além dos impostos e da cotação do dolar. E o preço de um jogo não esta muito fora se compararmos com outros produtos importados.

Deixo bem claro que não defendo esses preços, é claro que R$300,00 em um jogo é muita coisa, por mim eles custariam bem menos, pois assim eu os compraria numa Fnac e não importando e ficando esperando semanas para chegar o produto em casa. Só escrevi isso tudo para o pessoal pensar um pouco além, ver que existem outros tipos de consumidores, e reconhecer de vez que lojas como a Gamer, Fnac e Submarino não estão pensando em gamers hardcore. Não podemos esperar que todo mundo vai sair pesquisando de tudo antes de comprar algo.

Eu praticamente só compro jogos através de importação, deixando para comprar no Brasil somente títulos que custam no máximo R$159,00, que é o preço sugerido pela Microsoft Brasil, mas entendo que existe público para os preços altos. E sei que este público, mesmo pagando estes preços, gastam menos do que eu com games.

E por fim uma conta que gosto muito de fazer: é a diversão por hora. Se você comprar um jogo por R$69.00 e só jogá-lo por 10 horas, então ele esta mais caro do que aquele Fallout 3 que custa R$249.00, mas que você irá joga-lo por pelo menos 100 horas. No fim é isso que vale. Pense nisso.

Ultimamente tenho acompanhado o lançamento oficial do jogo Gears of War 2 no Brasil. Este jogo, junto com o Halo 3, é o grande triunfo do console. Enquanto a Sony tem títulos como Metal Gear Solid 4 e God of War, a Microsoft tem o Gears Of War e Halo 3, ou seja, é um jogo que é diretamente associado a venda de consoles. Todos que eu conheço que tem um Xbox 360 tem o Gears of War 1 e o Halo 3.

Então fica clara a importância deste lançamento oficial aqui no Brasil. No inicio a Microsoft anunciou o lançamento simultâneo, e além da versão padrão teriamos a limitada. Tudo indo muito bem, até que na semana do lançamento um boato surgiu e acabou se confirmando: o lançamento nacional seria adiado por uma semana pois a Microsoft Brasil não havia conseguido liberar o produto importado a tempo de abastecer as lojas, como consolação um brinde foi prometido: uma DogTag do GoW2.

Criou-se um grande “bafafá” em cima disso. Acho que se fossemos o Japão, teriamos vários suicídios ocorrendo. O pessoal realmente se exaltou e começaram a chorar demais, colocando a Microsoft como amadora e coisas do tipo.

Até neste momento eu entendia o atraso e a situação da Microsoft Brasil.

Na data do novo lançamento o pessoal começou a receber o jogo, mas com vários problemas:

  • A versão limitada veio com o livro adicional em Inglês;
  • A versão padrão não veio com os códigos para baixar conteúdo adicional pela Live. (na edição americana e na edição limitada nacional esses códigos vêm);
  • Quase ninguém recebeu o brinde (a DogTag) prometido.

Aí posso dizer que a casa caiu. A revolta se espalhou pelos fóruns, pois se o pessoal tivesse comprado a edição importada teriam esses códigos para conteúdo adicional (que são mapas multiplayer do jogo), só faltou ameaça de morte para os executivos da empresa.

Conheço pessoas que cancelaram a compra do produto nacional para comprar a importada, e a promessa que se vê nos fóruns é bem nesse estilo: “Não compro mais nada da Microsoft Brasil”.

Ok, sabemos que brasileiro tem memória curta e que no próximo lançamento todos estarão lá para comprar, mas espero que a Microsoft Brasil tenha aprendido muito neste episódio, pois algumas coisas ficaram claras:

  • Os jogadores brasileiros estão antenados nos conteúdos dos jogos pelo mundo afora;
  • O pessoal não se importa em pagar a mais para ter conteúdo adicional (edição importada);
  • Se não pode fazer, não cumpra. Dê um prazo maior para o lançamento. O Fable 2 teve um atraso em relação a americana, mas criou-se muito menos ruído, pois foi algo programado desde o primeiro momento;
  • As notícias correm muito. A informação sobre o atraso veio em forma de rumor, só foi confirmada um ou dois dias depois pema Microsoft Brasil.

Desde segunda já estava rolando em vários fóruns relatos de usuários de Xbox desbloqueados que estavam sendo banidos da Live. Hoje o Major Nelson confirmou.

Para quem não sabe, o desbloqueio do console permite a execução de jogos ilegais (piratas), e a Microsoft sempre executa este procedimento diante grandes lançamentos (tivemos o Gears of War 2 no 07/nov/08).

O que acontece na prática para quem foi banido é que o console não consegue mais se conectar na Live, não conseguindo jogar online e nem baixar conteúdo, seja atualizações, demos ou qualquer outra coisa. Resumindo, seu Xbox 360 vira um PS2 com gráficos melhores.

Não vou entrar no detalhe da pirataria, mesmo porque já escrevi sobre isso aqui, mas acho justo a Microsoft fazer essa limpeza, mesmo não sendo ilegal o desbloqueio em sí (o ilegal é utilizar jogos piratas).

Inclusive isso é um ponto interessante, pois se não é ilegal vocâ alterar o console (afinal você comprou ele e tem todo o direito de fazer o que quiser com ele), qual é o embasamento do banimento? O Termo de Uso da Live, aquilo que assinamos sem ler, e depois ficamos chorando as pitangas.

E dentro disso é mais do que certo o banimento, pois quem garante que um console não foi modificado para outras coisas além da pirataria? Já pensou um 360 que conseguisse enviar SPAM para os usuários? Ou ainda, invadir contas e desviar Microsoft Points? Parece exagero, mas pode ter certeza que se eu pensei nisso já deve ter gente desenvolvendo, afinal o que temos é um hardware+software+internet, e aí as possibilidades são infinitas, depende apenas da criatividade e capacidade dos interessados.

Particularmente eu não me assusto com os BANs porque não uso produtos ilegais (nem meu Windows, nem minhas músicas nem nada…) e com isso eu já garanto passar ileso disso, mas outra coisa preocupa os usuários da Live: a lista de amigos tende a esvaziar. Pois é, seu amigo que esta usando piratas pode ser banido e você “perder a amizade”. Quando teve o primeiro grande banimento minha lista diminuiu algo de 70%! Depois disso eu comecei a eu mesmo realizar meus BANs, removendo amigos da minha lista que usassem jogos piratas, que é algo fácil de se identificar quando alguem joga um jogo como Gears of War 2 uma semana antes do lançamento oficial. Removo sem dó, afinal é como você ir a uma festa sabendo que só você foi convidado e todos seus amigos pularam o muro.

O lado bom de tudo isso? A Live vai ficar rápida, alguns banidos compram novos consoles e jogos originais (alguns até aprendem a importância do mercado lícito) e, se você ler tópicos pelos fóruns, vai rir muito, lá você lê pessoas chamando a Microsoft de gananciosa (mesmo o muquirana sendo quem pirateia), xingando quem usa originais (!) ou se justificando dizendo que não tem dinheiro (acreditem, já vi pessoas com Home Theater, TV de LCD, PS3, 2 Xbox – travado e desbloqueado - dizendo que não tem dinheiro para jogos).

Ontem dei uma passeada no Shopping Iguatemi de Campinas, passei pela Livraria Cultura de lá e fiquei inconformado de como aquilo é bagunçado!

Os CDs são todos misturados dentro do gênero, por exemplo: comprei o álbum novo do Ac/Dc (Black Ice) e aproveitei e comprei o All My Life do Viper, até aí tudo bem, exceto pelo fato deles estarem próximos! Perceba Ac/Dc e Viper. Tentei achar álbuns do Trivium, mas desisti devido a bagunça.

Fui para a seção de livros achar um livro de Scrum, impossível de ser encontrado pedi ajuda a um atendente que me achou um PMBoK no meio de livros de Oracle! Para quem não entende do que estou falando, é como ir a um supermercado e achar chocolate no açougue!

Acho que é filosofia da rede em deixar tudo bagunçado (em São Paulo é a mesma coisa), pois era uma sexta-feira a tarde, loja vazia e com vários atendentes ociosos, ou seja, não era um domingão cheio de cliente bagunçando tudo…

Depois de sair de lá subo para a Saraiva e me encontrei no paraíso, pena que com preços mais altos que a concorrente, mas pelo menos achei coisas que eu queria…

Ontem uma bomba caiu na cabeça dos jogadores de 360 no Brasil: o jogo Gears of War 2 teve seu lançamento adiado por uma semana. Esta informação ainda não foi oficializada pela Microsoft Brasil, ela partiu de alguns revendedores (UZ Games e Submarino) que informavam o atrasado.

Nem precisa dizer que boa parte da comunidade de gamers recebeu isso da pior maneira possível, gente achando falta de respeito, gente propondo boicotar as vendas daqui do Brasil, outros achando que com isso teremos legendas, enfim, para variar o pessou sempre muito extremista e radical.

Minha opinião? É só mais uma semana! Não vou morrer. Sim, é chato, pois estavam todos esperando para o dia 07/nov, ma simprevistos acontecem. Acho que o pessoal daqui do Brasil acham que estão nos EUA (não galera, não estamos), temos que lembrar que outros continentes também tem atrasos em lançamentos de games, como a Europa que sempre recebe os títulos meses depois do lançamento americano. E o Japão que nem terá o GoW2?

Sabe, ontem dei uma passeada no Shopping e passando numa loja de games vi o jogo Dead Space para ser vendido por R$289.00, isso porque nem era a edição de colecionador… Se não tivéssemos a Microsoft Brasil iriamos pagar muito mais pelo Gears of War 2 (devido ao hype e pela qualidade do jogo). Então será mesmo que estamos tão ruins assim?

Nesta mesma loja tinha o Fable 2 standard por R$229.00, mas acabei comprando na Saraiva a versão nacional por R$159.00, em 10 vezes!

Repito: estamos realmente tão ruins assim?

Ontem eu estava organizando meus jogos de 360 e me bateu um grande arrependimento: o de ter me desfeito dos meus consoles e games antigos.

Quando eu tinha entre 14 e 20 anos, minha mãe tinha uma locadora de games, mas antes disso meu pai tinha um Atari 2600 com mais de 200 cartuchos! Essa foi a primeira venda, aconteceu quando compramos um Master System.

Junto com o Master System veio a locadora, com isso chegamos a ter muitos jogos (todos originais) de Master System, Mega Drive, Nintendo 8bits, Snes, N64, Saturno, Sega CD e Playstation (acho que não esqueci de nenhum). Era muita coisa mesmo (a maioria dos principais jogos destes consoles), que hoje teria um grande valor (mais sentimental do que financeiro), que acabaram sendo vendidas quando a locadora fechou (maldita pirataria).

Antes de comprar o 360 eu estava com o Playstation 2 com uns 25 jogos, que foram vendidos para ajudar na compra de jogos do 360. Vale ressaltar como o mercado de jogos usados aqui no Brasil é tosco, eu com cerca de 25 jogos de Playstation 2 consegui trocar por 4 jogos de 360, isso porque eu fiquei um tempão para conseguir uma oferta…

Vou ver se daqui pra frente eu consigo não vender mais meus games, é sempre legal relembrar jogos antigos (viva a XBLA!).