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Archive

Category: Música

(continuando… depois de meses, quase desisti do blog, mas como o dominio está pago até setembro vou tentar me animar)

  • Sepultura, 2003: Primeira vez que vejo o Sepultura ao vivo, infelizmente já sem o Max nos vocais, mas mesmo assim o show foi fantástico. Assisti no Canecão/RJ e acabei indo em cima da hora, pois estava passando na frente e o cambista estava desesperado e me vendeu a entrada bem baratinho.
  • Deep Purple, Sepultura e The Helicopters, 2003: Heli-quem? nem vou comentar. O show do Sepultura já tinha visto a alguns meses antes, mas desta vez foi em um estádio lotado, melhor ainda! O destaque mesmo foi o Deep Purple, ver aqueles monstros é algo surreal, mesmo sem o Blackmore o show já valeu só pela voz do Ian Gillan.
  • The Misfits, 2003: Este eu considero um dos melhores shows que já presenciei na minha vida. Foi em SP no Citibank Hall, lugar pequeno, estava relativamente vazio, mas a galera que estava já criou uma bagunça gigante (show punk...). A banda foi simplesmente fenomenal, nunca na minha vida ouvi um som tão alto. Você via no rosto dos integrantes a vontade em tocar! Destaque para o batera convidado: Marky Ramone! Uma lenda do punk rock ali na minha frente. surreal.
    Foi minha despedida de solteiro e assisti o show morrendo de medo, pois estava com meu notebook na mochila. (imaginem isso no meio de um show punk)
  • Maria Rita, 2004. Credicard Hall/SP, foi na turnê do primeiro album, muito competente ao vivo, com sua voz única. Pena que depois do segundo álbum nada mais prestou. Curioso foi o público do show, povinho “alternativo”, tinha um cara do meu lado que estava quase chorando e ficava falando “ela é linda! ela é linda!”.
  • Zélia Duncan, 2004. Citybank Hall/SP. Showzaço numa plateia cheia de “sapatão” :-)
  • Emmerson Nogueira, 2004. Credicard Hall/SP. Esse foi um tanto quanto traumático… não que o show fo iruim, muito pelo contrário, o problema foi a duração: quase 4 horas! Quase 4 horas de músicas interpretadas pelo Emmerson Nogueira, ele repeia várias músicas!!! Não via a hora de acabar!
  • Megadeth, 2005. Credicard Hall/SP. Ok, no meu ponto de vista era o Dave Mustaine e convidades, pois Megadeth mesmo só com a formação do Rust In Peace. O show foi bacana, ver Mustaine ao vivo é quase surreal, mas como os “convidades” eu nem lembro o nome o show ficou um tanto quanto sem brilho. Mas deu para divertir.
  • Brujeria, 2006. Inferno/SP. Sério, o nome do lugar é este mesmo, e não poderia ser outro. Este show foi uma das coisas mais malucas que já presenciei. Começando pela casa, uma boate na Rua Augusta em São Paulo (essa mesmo) que definitivamente não tem estrutura para qualquer tipo de show. A banda passa pelo mei do povo para chegar até o palco! O ponto alto foram dois, primeiro que devido ao calor da casa a banda parou o show no meio e o vocalista saiu do palco (passando pelo meio de toda a platéia) e voltou com um ventilador do “camarim”. Outro ponto foi o show em sí, simplesmente brutal, que era o mínimo que se esperava da banda!
  • Motorhead, 2007. Via Funchal/SP. Este show foi inesperado, eu estava em SP a passeio quando ví que há um show do Motorhead na cidade! Indescritível ver ícones do Rock em performance ao vivo, simplesmente demais!
  • Iron Maiden, 2008. SP. Assisti este show da pista VIP, indescritivel. Anos de estrada são convertidos em uma experiência única, perfeita, com um setlist matador. Não tem muito o que dizer a não sei que melhor que só o show do…
  • Metallica, 2010. SP, quase que não fui… consegui uma cadeira e estava lá. Sepultura abriu o show, mas simplesmente ninguém me faria tirar da cabeça que mais uma vez eu veria o Metallica. Que show fenomenal, que banda perfeita. Não há do que reclamar deste show, e além da performance perfeita tivemos ainda diversos efeitos pirotécnicos, coisa que eu nunca tinha visto em show… cada segundo ficará gravado na minha memória (e no meu iPod, ja que o audio do show foi vendido pelo Metallica em seu site!)

(continuando o post anterior…)

  • Eric Clapton, 2001. Última turnê mundial do Eric Clapton, eu precisa ver de qualquer maneira… mas sem grana o que foi que eu consegui? Um lugar na arquibancada que não vi porra nenhuma, o som estava baixo e  desincronizado com o video (devido a distância). Podia piorar? Claro que sim, choveu pra caralho!
  • Cássia Eller, 2001. Foi aqui em Campinas e foi da turnê do Acústico MTV. Foi legal. Ela morreu alguns meses depois desse show… Bom, pelo menos eu vi um show dela.
  • Blind Guardian, 2002. Não conhecia a fundo essa banda, nem gosto muito do estilo, mas mesmo assim inventei de ir no show deles no Rio de Janeiro. Foi legal… nada além disso, mas foi bacana em ter ido no show sem conhecer nada, é algo curioso.
  • Afroreagge, Caetano Veloso, O Rappa, 2002. Nem me lembro do show do Afroreagge (nem sei se é assim que se escreve). O Rappa eu nunca gostei e apaguei da minha memória o que vi. Mas Caetano Veloso… o cara subiu sozinho no palco, com um violão apenas, e simplesmente dominou a plateia do Canecão no Rio de Janeiro. O mais legal: assisti praticamente do lado do palco! Muito bom! Ah, o destaque da lembrança fica por conta de um ator da Globo bem famoso que ficava se drogando e batendo a cabeça na parede… meus amigos tinham video disso na época… acho que hoje iria fazer sucesso no Youtube.
  • Capital Inicial, 2002. Lembro de duas coisas deste show: 1-Era do Capital Inicial e 2-Open Bar. Nada mais me vem a mente…
  • Biquini Cavadão, 2002. Lembro de três coisas deste show: 1-Era do Biquini Cavadão, 2-Cantaram “Tédio” e 3-Open Bar. Nada mais me vem a mente…
  • Buddy Guy, 2002. Blues no Credicard Hall, show de primeira de um cara que é uma lenda viva do Blues. Tudo perfeito, mas uma coisa colou na minha memória: No meio do show ele desceu do palco e ficou andando pelas mesas e cadeira tocando guitarra e improvisando… nada de mais, afinal a tecnologia sem-fio existe para isso, mas o mais surreal e assustador é que ele estava cantando sem microfones… sim, sem nehum tipo de amplificador de voz, era no gogó! Eu estava desacreditado, mas ele passou do meu lado e pude confirmar, era sem microfone! Isso foi foda! A voz dele estava muito alta…
    Outra passagem bacana foi quando ele mandou um cara da plateia literalmente “calar a boca’.. o infeliz só ficava gritando “Play Stevie Ray Vaughan” enquando o Buddy Guy estava tocando músicas de blueseiros famosos, até que o Buddy Guy parou uma música no meio e mandou um “Shut the Fuck Up! I’ll play what I want, and You’ll hear what I’ll play, son…”. Não me esqueço dessa frase.
  • Red Hot Chilli Peppers, 2002. Tive a sorte de estar no Rio de Janeiro neste show, pois enquanto em São Paulo o RHCP tocou no Morumbi, no Rio eles tocaram no pequeno Claro Hall. Fiquei literalmente colado no palco! Showzaço de primeira! Impressionante como tempo de estrada se traduz em qualidade do show. Ah, quem abriu foram os, até então, desconhecidos Detonautas.
    Depois que acabou o show, era impossível achar um taxi! O show foi na Barra e eu estava hospedado em Copacabana… aliás, nem hospedado estava, pois nosso vôo (eu e meu amigo) estava marcado para o dia seguinte as 7h da manhã, nosso plano era sair do show e ficar perto do aeroporto tomando cerveja até a hora do vôo, mas e taxi? Sei que acabamos fechando um acordo com um peruero doido (não era peruero legalizado, era só um “tio de Kombi”) e que a cada curva a porta da porra da Kombi se abria de tão velha que era. No fim deu tudo certo, fortes emoções…
  • G3 (Satriani, Steve Vai e… nem lembro quem mais), 2003. Foi muito bacana ver Steve Vai de novo e ainda ver o Satriani… Teve um outro cara que tocou, mas foi tão ruim que até demorou para perceber que já tinha começado o show, parecia um roadie testando o som. Ah, o cara era famoso, mas nem me lembro o nome…
  • Fábio Jr, 2003. Ok ok ok…

Espero que estejam gostando! Em breve sai a parte final da minha lista de shows!

Depois de todo o rolo que foi para tentar comprar os ingressos para o show do Metalica que ocorrerá em Jan/2010 (não, não consegui comprar… ainda!) resolvi fazer um post com os shows que já fui.

Pensando no post eu percebi uma coisa bacana, todo show tem uma constante! Essa constante pode ou não ser relacionada a banda em sí, mas o legal é que esses momentos são os que tornam o shows inesquecíveis.

Você vai me entender se ler até o final…

Aliás, provando de como todo show é inesquecível, montei a lista abaixo simplesmente puxando local e ano da memória! Vamos aos shows e suas histórias!

  • Metallica, 01/Mai/1993, Primeiro show decente da minha vida… tinha lá meus 15 anos e só tinha ido em show de Iron Maiden Cover e etc… morava no interior de SP, umas 2h30 da capital, então encarar um show de banda “de verdade” era complicado”. Na época o Metallica já era minha banda nº1 (e é até hoje!) e ainda estavam na turnê do grandioso “Black Album”.
    Não sei ao certo como foi, não me lembro, mas subtamente eu já estava com o ingresso para cadeira numerada, carona para o dia e tudo mais. Que dia. Lembro-me perfeitamente, fomos eu mais meu fiel escudeiro (Charles), Chicão e sua esposa e o motorista que não me lembro o nome…. mas foi ele quem agitou tudo, pois além de ser fã da banda, era a fim da irmã do Charles… hehehe.
    Chegando em SP o mundo caia em forma de água, ma sno momento do show, tudo estava perfeito! Quem abriu foi o Viper, banda que eu gostava na época, mas que passou batido tamanha ansiedade que era ver “Os Metallica” ao vivo. E quando veio o vídeo de abertura seguido pela Enter Sandman, PQP, foram as horas musicais mais importantes e significativas da minha vida (musical, claro). Eu sabia tudo de cor, e para ajudar a nunca esquecer o que foi esse show, a banda lançou a caixa Binge & Purge, que contém, entre outras coisas, o show do méxico que aconteceu 1 mês antes deste show.
  • Mamonas Assassinas, final de 1995, Ok, nada de mais, mas era o show que estava tendo na minha cidade… Gstava de Mamonas Assassinas, além de serem engraçados eu achava os músicos bons, principalmente o guitarrista. Aliás fui ao show pra ver o guitarrista… e no ápice do show, a hora soberba do solo de guitarra, momento para o qual eu paguei para ver, uma infeliz da turma teve sei lá o que e precisamos leva-la no Posto de atendimento do lugar. Acho que tinha caído a pressão da infeliz, mas o fato é que sequer ouvi o solo!!! Depois morreram, e pelo menos posso falar que vi eles ao vivo… tá, grande coisa…
  • Iron Maiden, 1998. Em Campinas, certa vez, foi anunciado o show do Iron Maiden. Ok, era sem o Bruce, mas ainda sem era Iron Maiden. Como eu estava completamente sem dinheiro, tive a genial idéia de, mesmo embaixo de chuva, escutar o show do lado de fora do estádio. Imaginem a cena, eu mais um bando de zé-ruela fora do estádio, só esperando o show que nunca começava… chuva… atraso… e nada… até que só via a multidão se agitar lá dentro e carros de policia chegando do lado de fora. Claro, vazei… no dia seguinte sairam as manchetes: Com show cancelado, fãs do Iron Maiden destroem estádio em Campinas. fui embora na hora certa…
  • Steve Vai, 2000. Steve Vai, para mim sempre foi e sempre será uma lenda viva. Eu sempre fiquei maluco com o som dele, chegava a tocar com minha bandinhas, e quando ele veio ao Brasil em 2000 no Olympia, tratei de ir de camarote com um amigo. Showzaço! O cara é uma máquina de som, toca o que quer, banda sincronizada. Show perfeito. Mas a lembrança mesmo foi com um casal do lado do meu camarote, o cara estava de muleta (pé-quebrado) e a esposa dele doida pulando com as músicas, de repente ela começou a dar uns tapinhas nele, e ele se irritando. Ela, do nada, começou a ficar mais agressiva, e ele se irritando, até que ela avançou em cima dele, que rapidamente pegou sua muleta e enfiou (literalmente) no meio da testa dela, que caiu no chão e levantou em seguida. O cara continuou assistindo o mestre da guitarra, mas veio um bando de seguranã e retirou os dois. Não entendi isso até hoje, a mulher não estava bêbada nem drograda (aparentemente) e o cara estava apenas sentado assistindo o show, sequer estava xavecando ninguém ou sei lá o que… só sei que foi muito surreal!
  • Marisa Monte, 2001. Show no Credicard Hall na época de ouro da Marisa Monte. O palco com um design fabuloso e tudo mais.. Mas me lembro até hoje, quando ela entrou e começou a cantar… meu Deus, que voz é aquela? Lembro que fiquei alguns minutos pensando “meu Deus, como é possível existir uma voz dessa?”. Por incrível que possa aparecer era bem diferente do CD (que já achava muito boa) e era bem melhor. E o final do show foi o melhor bis que já vi, onde ela deixa a platéia cantando sozinha… O mesmo show foi registrado em um DVD dela, então aqui eu consigo recorrer a minha memória digital.
  • Zeca Pagodinho, 2001 e 2002. Sim, tenho um gosto bem eclético e sim, gosto de samba. Fomos numa galera para o show de 2001 do Zeca no Credicard Hall, mas o que eu lembro deste show foi que o Zeca Pagodinho realmente bebe 1 litro de uísque durante o show e que ele não canta nem 30% das músicas, tudo é segurado pelos backingvocals. Não foi um caso isolado, depois de 1 ano fui no mesmo show no Rio de Janeiro (na época era o Claro Hall) e a performance foi pior ainda. Lamentável…
  • Jorge Aragão, 2001. Foi no Credicard Hall, da turnê do álbum ao vivo, bem bacana e divertido mas a passagem inesquecível foi o solo de cavaquinho de uma moça. Ela parecia um Eddie Van Halen do cavaco! Sério mesmo, me impressionou!
  • Ney Matogrosso, 2001. Pode zoar, mas eu realmente gosto de Ney Matogrosso… quando meus amigos descobriram que comprei um ingresso para or ao show dele então… putz, me zoaram até o fim, mas uma coisa eu garanto, quer realmente ver um show profissional? Vá no show desse cara. Tudo alí é sincronizado e ensaiado, até a olhada dele para a cãmera tem timing. Os shows dele sempre são temáticos, e neste o tema era o rádio no início do século. Tico-tico no fubá e etc. Banda extremamente competente e realmente um artista que pode ser considerado 100% completo.
  • The Hellicopters,Sigur Rós e Belle & Sebastian, 2001. Foi numa das últimas edições do Free jazz Festival, fui (eu mais todo mundo do local) por causa do Belle & Sebastian, banda que adimiro até hoje. O fato é que no dia do show tocariam mais 2 bandas de abertura, a The Hellicopters que fez um showzinho bacana, mas que foi seguida pela completamente desconhecida Sigur Rós.
    Imaginem umas tantas-mil-pessoas paradas ouvindo um som completamente surreal, tudo tão viajante, desde o som, imagens de fundo, movimento de palco… aquilo caiu como uma pedra de 1ton na minha cabeça, e só o que se ouvia era: “PQP, como não conhecia essa bada?”. Dá uma olhada no que escrevi sobre essa banda no Vitrola Velha.
    Daí entrou o Belle & Sebastian, com a plateia ganha e um show bem bacaninha.  melhor forma para eu relembrar o show é ouvindo o bootleg que tenho dele :-) . Ah, nesse mesmo dia gravaram o clipe de uma música, mas até hoje não me achei na pletéia…

Como descobri que ninguém gosta de post longo, dividi este em 3 partes… não perca! O resto sai ainda este mês…

mergulho2

Ok, exagerei no título do post, queria dramatizar mesmo… Mas na verdade o que quero escrever é sobre alguns hobbies que tenho deixado de lado nos últimos tempos, mas que pretendo voltar a praticar algum dia.

O primeiro, e o que eu mais sinto falta, é o Mergulho Autônomo. Em 2002 fiz o curso para ser mergulhador, sendo que em 2002 e 2003 foram os anos que mais me dediquei ao esporte, conhecendo muitas praias de SP e RJ. Aliás, por sorte, morei no Rio de Janeiro por um ano neste periodo, então consegui mergulhar no Rio de Janeiro e em Arraial do Cabo.

O que dizer do mergulho? É talvez uma das melhores atividades esportivas a se fazer. Se você tem interesse sobre o mergulho, faça o curso, a chance de se apaixonar por esse mundo é muito grande. É difícil existir mergulho ruim, e olha que já peguei alguns bem, digamos, desconfortáveis, como gelados (13° no mar do Rio de Janeiro), sem visibilidade nenhuma e com enjôo até de baixo d’agua em Natal (lua de mel, achei que iamos morrer naquele barco maldito, mas o mergulho foi show). Mas claro, tem os fantásticos, como encontrar tartarugas, ouvir som de baleia (Laje de Santos!), a incrível sensação de parecer flutuar. Ah, tem o silêncio também, só você e sua respiração, simplesmente indescritível. Fiz o curso de mergulho noturno, que multiplica tudo por 2, pois chega a ser melhor do que o diurno!

mergulho

De 2004 a 2006 fui diminuindo o ritmo dos mergulhos. Talvez o principal motivo tenha sido o financeiro, fato: mergulhar é caro. Comprei quase todo o equipamento no decorrer do tempo, mas saindo de Campinas, o lugar mais próximo é Santos na Laje de Santos (que é um lugar fantástico), uma operação sai por volta de R$250, o que te dá direito a mais ou menos 2 “afundadas”, sem contar seu custo de transporte e alimentação. Caro, muito caro, mas vale cada centavo. Acho que nunca gastei tão bem meu dinheiro como nos mergulhos.

Se eu já estava parando de mergulhar, depois da minha hérnia de disco a coisa piorou. Não sei se será possível voltar a mergulhar, mais por receio, precisaria estar mais seguro e sem nenhuma dor para me afundar, mas de qualquer maneira, mesmo apertado de grana, o equipamento eu não vendi. Quem sabe assim que tudo se estabilizar…

Recomendo muito! Quem tem curiosidade, corra atrás!

O segundo que sinto falta é o Poker.

Aprendi a jogar poker por volta de 2000, mas comecei mesmo a me interessar por volta de 2005, quando aprendi o “maldito” Texas Hold’em. Em 2005, 2006 e 2007 eu fazia mesa de poker quase todas as terças-feiras em casa, com amigos. Claro, sempre a dinheiro, com cacifes de R$10.00. Era um valor que precisava ser baixo para divertir e alto para ser levado a sério.

Antes de mais nada você precisa entender: não existe Poker sem valer dinheiro. Isso é fato!

Cheguei a me aprofundar bastante no jogo, li alguns livros e realmente aprendi a jogar legal. Quem acha que Poker é jogo de azar, é porque não sabe jogar. A galera era bem ponta firme e sempre tinhamos mesa cheia, todos jogavam de forma bem séria. Tivemos alguns pontos fora da curva, indo para São Paulo jogar em mesas de “gente grande”, experiências únicas, onde numa noite você aprende muito mais a jogar do que lendo qualquer livro.

poker

Cheguei a jogar pela internet também, mas não gostei, senti falta do “calor” da mesa. O jogo na internet é muito frio e racional. Claro, parei também na internet pois mais perdia do que ganhava…

Em 2008 veio minha hérnia de disco e com isso o poker foi interrompido em casa, pois não tinha jeito de ficar sentado horas diante uma mesa. Mas na época que fiquei em repouso eu joguei bastante pela internet, apenas por diversão. Hoje já penso em voltar a jogar, preciso ver com o pessoal, o que complica é a academia que sou “obrigado” a fazer toda noite, mas assim que passar o frio vou ver se consigo reunir o pessoal (jogamos na varanda).

Antes que digam alguma coisa, o poker não é ilegal. Ilegal é a exploração do jogo, ou seja, casas que ganham e promovem o chamado “cash game”, o que existe muito são os chamados torneios, onde se faz uma inscrição e os primeiros colocados ganham prêmios, isso é legal, tanto que existem inúmeras casas em SP que vivem disso.

Enfim, não existe nenhum jogo melhor do que o Poker. Até de qualquer video-game ele ganha.

Por fim, e não menos importante, guitarra!

A muito tempo atrás eu fui um guitarrista, e tinha até uma banda! Acho que até era um guitarrista bom, minha banda tocava Steve Vai! Realmente estudava muito o instrumento e música em geral, isso era na década de 90. Quando vim para a faculdade acabei deixando a guitarra de lado, pois trabalhava e estudava, não tinha como praticar, e todo instrumento musical exige dedicação.

guitarra

Claro que minha banda era de Rock, tocávamos covers de Black Sabbath, Metallica, Iron Maiden, Ozzy… enfim, se a gente gostava do som a gente tirava. Chegamos a fazer alguns shows na cidade, coisa pequena, mas muito divertido. Querendo ou não é legal ficar tocando For Whom the Bell Tolls e ao mesmo tempo tomando cuidado para que nenhum imbecil pisasse nos seus pedais enquanto fazia um mosh…

Hoje a situação é outra, a guitarra esta aqui (prometi a mim mesmo nunca vende-la), mas quando pego para tocar acaba faltando agilidade. Sei exatamente o que deve ser tocado,  tenho um bom ouvido para tirar músicas, mas a agilidade nos dedos… Não adianta, precisa praticar, e hoje em dia não tenho mais paciência para isso. E outra, antes eu tinha uma motivação para estudar/praticar, que era a banda. Não, eu não esperava ficar famoso, mas o fato de juntar a galera era bom demais.

Hoje eu não teria mais uma banda, afinal onde teria tempo para isso? Mas se tivesse seria de Jazz/Blues ou um cover dos Misfits ou Brujeria. Coisa para descontrair mesmo, mas creio que este hobbie já era, hoje fico no Guitar Hero e Rock Band, alias neste domingo passei a tarde na casa de um amigo jogando o Guitar Hero Metallica com mais outros 3 colegas. É quase igual uma banda, com a diferença que a música fica bem mais parecida (e os egos bem menos inflados).

É, vendo bem, de uma forma ou de outra o conceito deste hobbie esta andando :-)

Hoje presenciei/participei de uma discussão que vale a pena virar texto aqui :-)

Recentemente tivemos a comemoração de 15 anos da morte de Kurt Cobain, e em um tópico de fórum o evento foi lembrado e rapidamente surgiram frases como “Dane-se Nirvana, ele era um drogado!”, “Ele não servia pra nada, vivia alucinado”, e coisas assim.

Isso mostra bem o que quero escrever aqui: Será que precisamos misturar o artista com sua vida pessoal?

Ok, Kurt Cobain era um drogado, mas suas músicas eram excelentes, marcou uma década! Quase acabou com o Heavy Metal (comercialmente falando), mas pelo fato dele ser drogado e imbecil devemos ignorar a obra dele?

Se você acha que sim, então deve ignorar tudo o que os Beatles e Elvis fizeram, assim como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Led Zepellin, Black Sabbath, Aerosmith, Metallica, Caetano Veloso, Elis Regina, Queen, Zeca Pagodinho e etc…

Até que ponto devemos misturar a música com a pessoa? E daí que Elton John é homosexual? Por causa disso não vai ouvir? (pois é, já vi casos que a resposta foi positiva). Já fui zoado por gostar de Ney Matogrosso! Deve ser tipo assim: “Ele é gay, então se você escuta também é!”. (Alguém se lembra da piada do português e do aquário?)

Não estou defendendo o uso de drogas (sou extremamente contra), só quero dizer que o que o artista faz longe dos palcos pouco me importa, o cara pode ser drogado, bêbado, crsitão, satânico, liberar o briosca, ser tonto, alegre, triste, emo, pedófilo, sado-masoquista… enfim, pouco me importa! O que me importa é o som que entra dentro do meu ouvido!

O mesmo vale para outras artes. E daí que um ator é qualquer uma das coisas acima? Você deixa de assistir um filme ou acha o filme ruim só porque o Jack Nicholson é viciado em sexo ou o Tom Cruise tem aquela religião maluca que esqueci o nome?

Livros então é melhor nem citar… Pare de ler Paulo Coelho já! Ele era “carne-e-unha” do Raul Seixas…

O mesmo vale para letras ou temas. Ouvir uma música satânica não quer dizer que sou adorador do capeta. Ouvir música gospel também não significa que vou para o céu. Encare isso tudo como arte, estórias contadas.

E mais… e se o CEO de uma grande corporação fosse um “desviado” desses, você deixaria de usar seu produto? (não responda antes de ler abaixo)

Lembrei de uma história verídica e engraçada. Uma vez eu estava no Rio de Janeiro almoçando numa pizzaria com uma galera, comemoração de fim de ano, e uma mesa ao lado (com umas 20 pessoas) estava muita bagunça e tal. Estava realmente chato. Aí uma pessoa do meu grupo, que vou chamar de Mr. G, falou: “Preciso descobrir que empresa é esta da mesa do lado, assim nunca vou consumir um produto deles”. Repetiu isso por várias vezes, e quando descobriu ficou pasmo e sem fala. Era uma equipe do Inmetro.

Acho que isso resume tudo.

O mais engraçado? Conheço poucas pessoas que fazem essa separação pessoa/artista, será que estou errado?

(Não resisti, mas preciso dar o exemplo do lunático-quase-pedófilo Michael Jackson! Sua música continua show!)

Fiz uma lista das bandas que mais gosto e sua melhor música. Só levei em conta meu gosto pessoal, ignorando técnica, vendas, importância histórica e etc… E a música escolhida é a que eu mais gosto, e também uma indicação para os que não conhecem a banda. Percebam que sou bem eclético, o que é um problema, pois acabo querendo colecionar de tudo!

Pra que eu fiz isso? Para ler isso daqui um tempo e ver se a lista ainda é a mesma :-)

Heavy Metal

  • Iron Maiden (Música: Revelations)
  • Black Sabbath (Música: Children Of The Grave)
  • Danzig (Música: Going Down To Die)
  • Motorhead (Música: Hellraiser)
  • Judas Priest (Música: Painkiller)
  • Menção honrosa: Black Label Society (Música: Been A Long Time)

Thrash Metal

  • Metallica (pré-Black Album) (Música: For Whom The Bell Tolls)
  • Megadeth (Música: Holy Wars… The Punishment Due)
  • Pantera (Música: 13 Steps To Nowhere)
  • Slayer (Música: Dead Skin Mask)
  • Testament (Música: Low)
  • Menção honrosa: Sepultura (Música: Dead Embryonic Cells)

Death/Black/Hardcore/Barulheira

  • Death (Música: Música: Scavenger Of Human Sorrow)
  • Dimmu Borgir (Música: Progenies Of The Great Apocalypse )
  • Brujeria (Música: Matando Gueros)
  • Asesino (Música: Asesino)
  • Venom (Música: Countess Bathory)
  • Menção honrosa: Sarcófago (Música: Midnight Queen)

Blues

  • Stevie Ray Vaughan and Double Trouble (Música: Pride and Joy)
  • BB King (Música: The Thrill Is Gone)
  • Robert Johnson (Música: Me and The Devil Blues)
  • Buddy Guy (Música: Someone Else Is Steppin’ In)
  • Albert King (Música: Blues At Sunrise)
  • Menção honrosa: Eric Clapton (quando ele resolve tocar Blues…) (Música: I’m Tore Down )

Jazz

  • Madeleine Peyroux (Música: Don’t Cry Baby)
  • Diana Krall (Música: Temptation)
  • Louis Armstrong (Música: It’s So Good (C’est Si Bon))
  • Jammie Cullum (Música: 7 Days To Change Your Life)
  • John Pizzarelli (Música: Rhythm Is Our Business)
  • Menção honrosa: Stephane Grappelli (Música: Anything Goes)

Hard Rock

  • AC/DC (Música: Highway To Hell)
  • Van Halen (Música: Ice Cream Man)
  • Deep Purple (Música: Perfect Strangers)
  • Guns ‘n’ Roses (Música: Nightrain)
  • Red Hot Chili Peppers (Música: Suck My Kiss)
  • Menção honrosa: Metallica (pós-Black Album) (Música: The Unnamed Feeling)

Punk

  • Misfits (Música: Children In Heat)
  • Samhain (Música: Horror Biz)
  • Ramones (Música: I Wanna Be Sedated )
  • Rancid (Música: Journey To The End Of The East Bay)
  • Ratos do Porão (Música: Plano Furado II)
  • Menção honrosa: Green Day (Música: American Idiot )

MPB

  • Marisa Monte (Música: Ontem Ao Luar )
  • Adriana Calcanhotto (Música: Justo Agora)
  • Chico Buarque (Música: João e Maria )
  • Elis Regina (Música: O Bêbado e a Equilibrista )
  • Tom Jobim (Música: Chega de Saudade)
  • Menção honrosa: Zélia Duncan (Música: Um Jeito Assim)

Gothic

  • Moonspell (Música: Opium)
  • Paradise Lost (Música: Christendom)
  • Sisters Of Mercy (Música: Walk Away )
  • Type O Negative (Música: Wolf Moon (Including Zoanthopic Paranoia) )
  • Poisonblack (Música: In Lust)
  • Menção honrosa: The Cure (Música: Maybe Someday )

Clássicos

  • The Beatles (Música: With a Little Help From My Friends)
  • Elvis Presley (Música: Are You Lonesome Tonight? )
  • Hendrix (Música: Foxy Lady)
  • The Doors (Música: Break on Through (To the Other Side) )
  • Led Zeppelin (Música: Danzed and Confused)
  • Menção honrosa: Creedence Clearwater Revival (Música: I Put a Spell On You )

Alternativo/Indie/Qualquer coisa que não se encaixa nos itens acima

  • Sigur Rós (Música: Svefn-G-Englar)
  • Radiohead (Música: Karma Police)
  • Helmet (Música: He Feels Bad)
  • Pearl Jam (Música: Who You Are)
  • The White Stripes (Música: I Just Don’t Know What To do with Myself )
  • Menção honrosa: MUSE (Música: Knights of Cydonia)

E você que acabou de ver esta lista, algum som para me indicar?

Outro dia eu estava vendo os tópicos do Portal Xbox e vi na assinatura do usuário Alan uma imagem com um link para o MySpace de uma banda que eu não conhecia, ouvi o som e gostei muito!

Perguntando para ele que banda era aquela descobri que era a banda onde ele é baixista, o 43% Burnt! Caramba, a qualidade da gravação e das composições é tão boa que eu podia jurar que era gringa.

Recentemente ele me enviou um CD com as 3 músicas da banda, e digo com toda a sinceridade, se tivesse esse CD para vender em lojas eu compraria! Eu classificaria o som como uma mistura de “Dream-Theater-sem-virtuosismo-com-Trivium”.

Só me resta deixar os parabéns para a banda, e agradecimentos ao Alan por ter me enviado o excelente CD.

Para ouvir o trabalho acesse o MySpace: http://www.myspace.com/43burnt

Ontem tive a oportunidade de ouvir o novo álbum do Guns ‘n Roses, o Chinese Democracy.

Resumindo o que vou escrever abaixo: Sim, é um bom álbum. Não, não lembra muito o Guns ‘n Roses.

Ouvir este álbum é como jogar Too Human pela primeira vez, ou seja, você sabe de todo o rolo que foi para desenvolver a coisa, espera algo magnifico mas sabe que não será tudo isso.

De modo geral o álbum continua o que foi criado em Use Your Illusion 1 & 2, ou seja, esta longe do Appetite for Destruction, mas até aí tudo bem, pois os Use Your Illusion 1 & 2 já estava bem diferentes. E soa de forma bem moderna, acho até que a 15 anos atrás ele seria um fiasco total.

Você só sabe que é Guns ‘n Roses por causa da voz do Axl Rose, pois o disco soa mais como um Axl & convidados do que como uma banda em sí. A causa disso não é a ausência de Slash e companhia, mas sim pela quantidade de músicos envolvidos.

Trocar de integrantes ou até de banda é algo normal. Veja o Marilyn Manson, de um álbum para outro a banda muda quase que totalmente, mas nem por isso o CD fica ruim (ok, o último ficou péssimo). Ozzy é outro exemplo que vira e mexe muda a banda e mesmo assim produz clássicos. Megadeth? Ainda é uma banda fantástica! E só para citar o último exemplo temos o Sepultura, hoje quase uma nova banda.

Outra coisa para reforçar sobre o Slash & companhia, será que realmente fazem falta? O trabalho que foi feito no Velvet Revolver (onde estão o “resto” dos Guns ‘n Roses) não chegou nem perto do que fizeram enquanto Guns ‘n Roses… então não sei se a ausência deles aqui fez falta.

Então qual o problema do Chinese Democracy? Falta de identidade. Cada música tem uma sonoridade independente da anterior, é algo dificil de explicar, mas acho que a forma mais fácil é chamar de Axl & convidados mesmo, pois para cada músicas temos uns 5 guitarristas, 2 ou 3 bateristas, baixistas e etc.. ou seja, isso não é uma banda!

Quando que teriamos 2 bateristas na mesma música? Ou 5 guitarristas? E depois na próxima música a coisa muda de novo… perdendo completamente a identidade. Um músico sozinho muda de sonoridade em 15 anos, imaginem o que é um músico gravar uma parte de uma música que começou a ser gravada a 15 anos por outro músico, temos aí o Chinese Democracy.

(Não vou entrar no mérito se ele deveria ter continuado com o nome de Guns ‘n Roses ou não, isso é irrelevante.)

Outro problema é o excesso de produção. Talvez seja culpa dos 15 anos de produção, ou por termos uns 3 produtores envolvidos no decorrer do projeto. Mas o fato é que a sonorização esta polida demais, cheio de efeitos (inclusive nos vocais). Faltou um pouco de “Ac/Dc” no álbum, algo mais sujo.

Mas mesmo assim o álbum é bom! Existe músicas excelentes, destaco aqui a Better, que para mim é a melhor do álbum. Não sei se surgirão clássicos dele, creio que não, mas tenho certeza que com uma banda fixa os shows serão excelentes, tendo músicas com mais identidade sonora.