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Archive for December, 2009

(continuando o post anterior…)

  • Eric Clapton, 2001. Última turnê mundial do Eric Clapton, eu precisa ver de qualquer maneira… mas sem grana o que foi que eu consegui? Um lugar na arquibancada que não vi porra nenhuma, o som estava baixo e  desincronizado com o video (devido a distância). Podia piorar? Claro que sim, choveu pra caralho!
  • Cássia Eller, 2001. Foi aqui em Campinas e foi da turnê do Acústico MTV. Foi legal. Ela morreu alguns meses depois desse show… Bom, pelo menos eu vi um show dela.
  • Blind Guardian, 2002. Não conhecia a fundo essa banda, nem gosto muito do estilo, mas mesmo assim inventei de ir no show deles no Rio de Janeiro. Foi legal… nada além disso, mas foi bacana em ter ido no show sem conhecer nada, é algo curioso.
  • Afroreagge, Caetano Veloso, O Rappa, 2002. Nem me lembro do show do Afroreagge (nem sei se é assim que se escreve). O Rappa eu nunca gostei e apaguei da minha memória o que vi. Mas Caetano Veloso… o cara subiu sozinho no palco, com um violão apenas, e simplesmente dominou a plateia do Canecão no Rio de Janeiro. O mais legal: assisti praticamente do lado do palco! Muito bom! Ah, o destaque da lembrança fica por conta de um ator da Globo bem famoso que ficava se drogando e batendo a cabeça na parede… meus amigos tinham video disso na época… acho que hoje iria fazer sucesso no Youtube.
  • Capital Inicial, 2002. Lembro de duas coisas deste show: 1-Era do Capital Inicial e 2-Open Bar. Nada mais me vem a mente…
  • Biquini Cavadão, 2002. Lembro de três coisas deste show: 1-Era do Biquini Cavadão, 2-Cantaram “Tédio” e 3-Open Bar. Nada mais me vem a mente…
  • Buddy Guy, 2002. Blues no Credicard Hall, show de primeira de um cara que é uma lenda viva do Blues. Tudo perfeito, mas uma coisa colou na minha memória: No meio do show ele desceu do palco e ficou andando pelas mesas e cadeira tocando guitarra e improvisando… nada de mais, afinal a tecnologia sem-fio existe para isso, mas o mais surreal e assustador é que ele estava cantando sem microfones… sim, sem nehum tipo de amplificador de voz, era no gogó! Eu estava desacreditado, mas ele passou do meu lado e pude confirmar, era sem microfone! Isso foi foda! A voz dele estava muito alta…
    Outra passagem bacana foi quando ele mandou um cara da plateia literalmente “calar a boca’.. o infeliz só ficava gritando “Play Stevie Ray Vaughan” enquando o Buddy Guy estava tocando músicas de blueseiros famosos, até que o Buddy Guy parou uma música no meio e mandou um “Shut the Fuck Up! I’ll play what I want, and You’ll hear what I’ll play, son…”. Não me esqueço dessa frase.
  • Red Hot Chilli Peppers, 2002. Tive a sorte de estar no Rio de Janeiro neste show, pois enquanto em São Paulo o RHCP tocou no Morumbi, no Rio eles tocaram no pequeno Claro Hall. Fiquei literalmente colado no palco! Showzaço de primeira! Impressionante como tempo de estrada se traduz em qualidade do show. Ah, quem abriu foram os, até então, desconhecidos Detonautas.
    Depois que acabou o show, era impossível achar um taxi! O show foi na Barra e eu estava hospedado em Copacabana… aliás, nem hospedado estava, pois nosso vôo (eu e meu amigo) estava marcado para o dia seguinte as 7h da manhã, nosso plano era sair do show e ficar perto do aeroporto tomando cerveja até a hora do vôo, mas e taxi? Sei que acabamos fechando um acordo com um peruero doido (não era peruero legalizado, era só um “tio de Kombi”) e que a cada curva a porta da porra da Kombi se abria de tão velha que era. No fim deu tudo certo, fortes emoções…
  • G3 (Satriani, Steve Vai e… nem lembro quem mais), 2003. Primeiro show que fui com minha esposa, foi muito bacana, ver Steve Vai de novo e ainda ver o Satriani… Teve um outro cara que tocou, mas foi tão ruim que até demorou para perceber que já tinha começado o show, parecia um roadie testando o som. Ah, o cara era famoso, mas nem me lembro o nome…
    Mas o mais legal foi que minha esposa acabou perdendo o brinco no meio da pista durante o show, mas na hora de irmos embora demos uma procurada no chão e achamos o bendito! Não, não era um brinco grande, foi muito surreal mesmo
  • Fábio Jr, 2003. Claro que ter levado minha esposa para assistir G3 tinha um preço, e a moeda se chamava Fábio Jr. Ela gosta muito… Fomos no show do Olympia, mesmo show que teve um DVD dele gravado. o que dizer? Bom, foi interessante… não gosto das músicas, mas há de se convir que a banda para este tipo de artista é mais do que profissional. Aliás não só a banda, mas a iluminação e qualidade sonora… de resto, bem, é um bando de mulher gritando pelo cara… dá medo. Ah, não saí no DVD! (Sim, temos o DVD e assisti…).

Espero que estejam gostando! Em breve sai a parte final da minha lista de shows!

Depois de todo o rolo que foi para tentar comprar os ingressos para o show do Metalica que ocorrerá em Jan/2010 (não, não consegui comprar… ainda!) resolvi fazer um post com os shows que já fui.

Pensando no post eu percebi uma coisa bacana, todo show tem uma constante! Essa constante pode ou não ser relacionada a banda em sí, mas o legal é que esses momentos são os que tornam o shows inesquecíveis.

Você vai me entender se ler até o final…

Aliás, provando de como todo show é inesquecível, montei a lista abaixo simplesmente puxando local e ano da memória! Vamos aos shows e suas histórias!

  • Metallica, 01/Mai/1993, Primeiro show decente da minha vida… tinha lá meus 15 anos e só tinha ido em show de Iron Maiden Cover e etc… morava no interior de SP, umas 2h30 da capital, então encarar um show de banda “de verdade” era complicado”. Na época o Metallica já era minha banda nº1 (e é até hoje!) e ainda estavam na turnê do grandioso “Black Album”.
    Não sei ao certo como foi, não me lembro, mas subtamente eu já estava com o ingresso para cadeira numerada, carona para o dia e tudo mais. Que dia. Lembro-me perfeitamente, fomos eu mais meu fiel escudeiro (Charles), Chicão e sua esposa e o motorista que não me lembro o nome…. mas foi ele quem agitou tudo, pois além de ser fã da banda, era a fim da irmã do Charles… hehehe.
    Chegando em SP o mundo caia em forma de água, ma sno momento do show, tudo estava perfeito! Quem abriu foi o Viper, banda que eu gostava na época, mas que passou batido tamanha ansiedade que era ver “Os Metallica” ao vivo. E quando veio o vídeo de abertura seguido pela Enter Sandman, PQP, foram as horas musicais mais importantes e significativas da minha vida (musical, claro). Eu sabia tudo de cor, e para ajudar a nunca esquecer o que foi esse show, a banda lançou a caixa Binge & Purge, que contém, entre outras coisas, o show do méxico que aconteceu 1 mês antes deste show.
  • Mamonas Assassinas, final de 1995, Ok, nada de mais, mas era o show que estava tendo na minha cidade… Gstava de Mamonas Assassinas, além de serem engraçados eu achava os músicos bons, principalmente o guitarrista. Aliás fui ao show pra ver o guitarrista… e no ápice do show, a hora soberba do solo de guitarra, momento para o qual eu paguei para ver, uma infeliz da turma teve sei lá o que e precisamos leva-la no Posto de atendimento do lugar. Acho que tinha caído a pressão da infeliz, mas o fato é que sequer ouvi o solo!!! Depois morreram, e pelo menos posso falar que vi eles ao vivo… tá, grande coisa…
  • Iron Maiden, 1998. Em Campinas, certa vez, foi anunciado o show do Iron Maiden. Ok, era sem o Bruce, mas ainda sem era Iron Maiden. Como eu estava completamente sem dinheiro, tive a genial idéia de, mesmo embaixo de chuva, escutar o show do lado de fora do estádio. Imaginem a cena, eu mais um bando de zé-ruela fora do estádio, só esperando o show que nunca começava… chuva… atraso… e nada… até que só via a multidão se agitar lá dentro e carros de policia chegando do lado de fora. Claro, vazei… no dia seguinte sairam as manchetes: Com show cancelado, fãs do Iron Maiden destroem estádio em Campinas. fui embora na hora certa…
  • Steve Vai, 2000. Steve Vai, para mim sempre foi e sempre será uma lenda viva. Eu sempre fiquei maluco com o som dele, chegava a tocar com minha bandinhas, e quando ele veio ao Brasil em 2000 no Olympia, tratei de ir de camarote com um amigo. Showzaço! O cara é uma máquina de som, toca o que quer, banda sincronizada. Show perfeito. Mas a lembrança mesmo foi com um casal do lado do meu camarote, o cara estava de muleta (pé-quebrado) e a esposa dele doida pulando com as músicas, de repente ela começou a dar uns tapinhas nele, e ele se irritando. Ela, do nada, começou a ficar mais agressiva, e ele se irritando, até que ela avançou em cima dele, que rapidamente pegou sua muleta e enfiou (literalmente) no meio da testa dela, que caiu no chão e levantou em seguida. O cara continuou assistindo o mestre da guitarra, mas veio um bando de seguranã e retirou os dois. Não entendi isso até hoje, a mulher não estava bêbada nem drograda (aparentemente) e o cara estava apenas sentado assistindo o show, sequer estava xavecando ninguém ou sei lá o que… só sei que foi muito surreal!
  • Marisa Monte, 2001. Show no Credicard Hall na época de ouro da Marisa Monte. O palco com um design fabuloso e tudo mais.. Mas me lembro até hoje, quando ela entrou e começou a cantar… meu Deus, que voz é aquela? Lembro que fiquei alguns minutos pensando “meu Deus, como é possível existir uma voz dessa?”. Por incrível que possa aparecer era bem diferente do CD (que já achava muito boa) e era bem melhor. E o final do show foi o melhor bis que já vi, onde ela deixa a platéia cantando sozinha… O mesmo show foi registrado em um DVD dela, então aqui eu consigo recorrer a minha memória digital.
  • Zeca Pagodinho, 2001 e 2002. Sim, tenho um gosto bem eclético e sim, gosto de samba. Fomos numa galera para o show de 2001 do Zeca no Credicard Hall, mas o que eu lembro deste show foi que o Zeca Pagodinho realmente bebe 1 litro de uísque durante o show e que ele não canta nem 30% das músicas, tudo é segurado pelos backingvocals. Não foi um caso isolado, depois de 1 ano fui no mesmo show no Rio de Janeiro (na época era o Claro Hall) e a performance foi pior ainda. Lamentável…
  • Jorge Aragão, 2001. Foi no Credicard Hall, da turnê do álbum ao vivo, bem bacana e divertido mas a passagem inesquecível foi o solo de cavaquinho de uma moça. Ela parecia um Eddie Van Halen do cavaco! Sério mesmo, me impressionou!
  • Ney Matogrosso, 2001. Pode zoar, mas eu realmente gosto de Ney Matogrosso… quando meus amigos descobriram que comprei um ingresso para or ao show dele então… putz, me zoaram até o fim, mas uma coisa eu garanto, quer realmente ver um show profissional? Vá no show desse cara. Tudo alí é sincronizado e ensaiado, até a olhada dele para a cãmera tem timing. Os shows dele sempre são temáticos, e neste o tema era o rádio no início do século. Tico-tico no fubá e etc. Banda extremamente competente e realmente um artista que pode ser considerado 100% completo.
  • The Hellicopters,Sigur Rós e Belle & Sebastian, 2001. Foi numa das últimas edições do Free jazz Festival, fui (eu mais todo mundo do local) por causa do Belle & Sebastian, banda que adimiro até hoje. O fato é que no dia do show tocariam mais 2 bandas de abertura, a The Hellicopters que fez um showzinho bacana, mas que foi seguida pela completamente desconhecida Sigur Rós.
    Imaginem umas tantas-mil-pessoas paradas ouvindo um som completamente surreal, tudo tão viajante, desde o som, imagens de fundo, movimento de palco… aquilo caiu como uma pedra de 1ton na minha cabeça, e só o que se ouvia era: “PQP, como não conhecia essa bada?”. Dá uma olhada no que escrevi sobre essa banda no Vitrola Velha.
    Daí entrou o Belle & Sebastian, com a plateia ganha e um show bem bacaninha.  melhor forma para eu relembrar o show é ouvindo o bootleg que tenho dele :-) . Ah, nesse mesmo dia gravaram o clipe de uma música, mas até hoje não me achei na pletéia…

Como descobri que ninguém gosta de post longo, dividi este em 3 partes… não perca! O resto sai ainda este mês…