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Archive for October, 2009

Uma das grandes vantagens em ficar viajando por conta de uma empresa é o famoso “reembolso de viagem”.

Fale a verdade, você acaba ficando em hotéis que nunca ficaria e come muito mais do que devia. Bom, pelo menos pra mim isso é fato.

Em 2002 eu fiquei 1 ano aqui no Rio de Janeiro por conta de uma consultoria, neste ano eu engordei cerca de 6kg…

Mas o post na verdade não é para fala do meu corpo definido (é, defini que meu corpo fica assim mesmo e pronto) e sim para indicar algum dos melhores restaurantes que provei no Rio e demais locais. Seguem as dicas:

  • La Tratoria (http://www.latrattoriario.com.br). Esse eu conheço desde 2002, e toda vez que venho pro Rio tento dar uma passadinha lá. É uma cantina italiana onde o atendimento é uma droga, o garçom só falta te bater, até um tempo atrás eles só aceitavam dinheiro, nada de cheque ou cartões (hoje aceitam cartões), fundado em 1976, fica em Copacabana e tem um fantástico prato de “Spaghetti Tartufado com Funghi, Molho de Tomate e Camarões”. Simplesmente fantástico! Surreal! Esse tal de “Tartufado” dá um sabor mais do que especial.Aliás tem até uma história engraçada em relação a isso, quando eu e um amigo estavamos jantando nesse restaurante e esse meu amigo perguntou o que seria “Tartufado” (Fala sério, voce também estava se perguntando isso). O garçom respondeu que era um azeite extraido de um tipo de cogumelo chamado Tartufo, segundo ele é meio difícil de encontrar para comprar (nunca procurei). Enfim, a parte engraçada foi o comentário do meu amigo: “Achei que Azeite sempre fosse de azeitona. A-Z-E-I-T-e”. Acho que o mau humor dos garçons que vejo hoje em dia começou depois desse comentário dele… Outro prato excelente que conheci esses dias foi um “Spaghetti Tartufado (percebe-se que é especialidade da casa) com molho branco, camarões e cogumelos frescos”. Não, não é daqueles que nascem em bosta de vaca e turistas de São Tomé das Letras fãs de Ventania usam como café da manhã… Esses cogumelos frescos são de um tipo que não me recordo, mas é bom pra caramba! E quando você mastiga faz “nhec-nhec”. :-P
  • Outra dica que descobri recentemente aqui no Rio, Galeria 1.618 (http://www.galeria1618.com.br). Um restaurante francês que fica no Leme, e como todo restaurante francês ele se intitula Galeria, Arte, Bistrô e Restaurante (!). O atendimento aqui é chato de tão bom. Bom, as vezes é simplesmente chato: na primeira vez que vim pedi um prato e o graçom me disse “Senhor, esse prato fica bom com o vinho Mimimi”, eu como estava tomando remédio para minhas malditas costas (e reembolso não paga bebida alcoólica), disse: “Não, obrigado, quero uma Coca-cola”, ele continuou: “Senhor, realmente eu insisto que o senhor prove este vinho com este prato”. Cara de tédio e: “Coca, por favor”. Minha vontade era responder “E eu insisto na Coca-cola”, mas achei que minha comida ia acabar tomando uma sapatada na cozinha. Enfim, o prato que recomendo lá é um “Spaghetti ao curry com especiarias, vegetais e cubos de Filet Mignon”. Vou te falar, o treco é bom demais! E realmente o vinho cairia bem. O que enche o saco é a música ao vivo francesa e um bando de turista francês… Aliás eu não entendo, o cara atravessa o Atlântico para comer comida típica de seu país? É como ir na Inglaterra para comer feijoada e não, sei lá, tomar chá com apple-pie (o que mais é típico na Inglaterra?)
  • Albamar (http://www.albamar.com.br). Outra excelência… O chef atual do restaurante é o antigo chef do Copacabana Plaza, precisa dizer mais? O lugar fica em um prédio histórico, que sobrou do primeiro Mercado Municipal do Rio de Janeiro, com uma bela vista para a Baía de Guanabara. O atendimento é primoroso, mas o destaque mesmo é por conta da comida. Comi um “Aiguilette de salmão com Cuzcuz Maroquino de Shitake e Molho de Limão Siciliano”, sem palavras, estava simplesmente fantástico. O preço é um pouco alto, só vim parar aqui pois ´tinha saído para um almoço de negócios com meu diretor, mas vale uma visita para quem gosta de comer bem, principalmente frutos do mar.
  • Sushi Rio (http://www.sushirio.com.br), fica no shopping Rio-Sul, e como é meio óbvio é de comida japonesa. O bacana aqui é o rodizio que você pede o que quer comer, coisa que não encontro em Campinas. E sem frescura de limitaçoes, aqui você pede sushi, sashimi, temaki, e etc… mas o destaque mesmo são os sushis do tipo “hot”, os melhores que já provei!

É, post non-sense bem “Ana Maria Braga”, mas paciência, o blog é meu e eu escrevo o que bem entender :-)

Aliás me empolguei, vou falar de mais lugares bacanas em outros lugares. Prometo ser breve.

  • Belém: Fuja da tal Manissoba (coisa feia e ruim do inferno) e vá para o único lugar que eu conheço que tem Rodízio da Pizza Hut! Refil de Pepsi e Pizza Hut ilimitada, o que mais é preciso para ser feliz? Pena que fica em Belém (longe e um lugar que não gostei muito).
  • Natal: Tudo na cidade é excelente, mas o melhor é o restaurante Mangai (http://www.mangai.com.br), sinto saudades até hoje do “Cartola-oba-oba”.
  • Ilhéus: Trauma da Bahia por causa desse fim de mundo (me desculpem os “Ielhenses”, mas realmente não foi uma viagem bacana), mas lá tem um restaurante de um francês (não confundam com “Restaurante Francês”) que se chama Maróstica (http://www.marostica.com.br). Sério, a expectativa era chegar a hora do jantar para ir no Maróstica! Infelizmente fica em Ilhéus e esse restaurante é o motivo de não termos feito uma lobotomia para apagar da memória a viagem. Tá, estou exagerando, até foi bacana só não foi tudo que imaginávamos.
  • Qualquer lugar que tenha um Outback: ignore a famosa cebola, ignore a famosa costela de porco, nem abra o cardápio, simplesmente decore isso: “Toowoomba Pasta”. Sem exageros, depois que esperimentei este Fetuccine ao molho Alfredo com Camarões e Especiarias, eu nunca mais penso em pedir nada diferente no Outback. Quando peço eu sempre me arrependo!
  • Indaiatuba, tem a Kostela do Japonês (http://www.kosteladojapones.com.br). Lugar simples que, adivinha só, serve costelas! De longe a melhor costelaria que já fui.
  • E para fechar, um dos melhores hamburgueres que já provei, fica perto de casa, é o Greg’s Burger (http://www.gregburgers.com.br). Acho que só tem em Campinas, e é bom demais! Sim, um pouco melhor que o The Fifties (http://www.thefifties.com.br), que também é excelente

Chega, tá dando fome. Depois falo mais de uns lugares para se engordar…

Outro dia falei sobre o que é um projeto, então nada mais justo agora falar o que é um Gerente de Projeto.

O projeto, para relembrar, é resumidamente um conjunto de atividades e recursos para gerar um produto único. O Gerente de Projetos é o que dá o ritmo da coisa, alinhando os recursos com os clientes e demais interessados no projeto.

Não vou me aprofundar, mas existem vários aspectos em que o Gerente de Projetos deve olhar, basicamente são:

  • Tempo: todo projeto tem uma data para terminar, mesmo porque sem data final torna ele uma operação e não projeto. O Gerente de Projetos tem que acompanhar este cronograma e estar sempre pensando em formas de otimizar o processo e garantir a data de entrega. Naõ é tão simples, pois em muitos casos uma atividade depende de outra para acontecer (imagine a construção de uma casa, adianta fazer o acabamento interno antes das paredes e telhado?). Casos ontem você não pode nem adiantar o projeto (imagine se as obras das Olimpiadas do RIO-2016 ficassem prontas em 2014… como estariam as obras em 2016?). Enfim, não é simplesmente ficar olhando para o cronograma.
  • Custo: Fato: todo projeto tem um orçamento fechado, que será consumido no decorrer do projeto. Cabe ao Gerente de Projeto decidir a melhor forma de aplicar esses recursos financeiros e garantir que o orçamento não estoure, gerando prejuízo para a empresa ou custo adicional para o cliente. Existem casos em que a empresa já sabe que o projeto dará prejuízo, mas mesmo assim ela tem a meta de, por exemplo, conquistar o cliente. Tem clientes, e passo por isso hoje, que querem gastar dinheiro! Veja bem: o cara tem um orçamento para gastar dentro do ano, se ele não gasta tudo o que pediu ele toma uma “chincha” da empresa dele, então ele me chama e fala “tenho que gastar mais R$XYZ neste ano, o que seu projeto pode absorver?”. Parece simples, mas não é. Não posso simpesmente aumentar o valor do que é produzido. Não posso simplesmente embutir coisas no projeto (veja o item escopo mais a frente)… enfim, é um grande desafio esse tipo de questão, e se um dia passar por isso garanta uma pessoa do Comercial do seu lado, senão seu projeto vai pro saco. Acredite.
  • Qualidade: Conceito básico de qualidade aqui, seu projeto esta seguindo algum padrão? Esta de acordo com os processos da empresa? Nem sempre a perfeição é o esperado, qualidade é atingir o que foi proposto, por exemplo, podemos falar que é esperado que o programa tenha 30% do código errado. É ruim, mas se é o acordado no projeto é o que deve ser seguido. Não é taõ absurdo, é igual comprar roupa no Carrefour e reclamar que a costura não durou, o padrão de qualidade deles é aquele e fim.
  • Recursos Humanos: Sabemos que humanos normalmente são os que dão mais trabalho. Basicamente é lidar com pessoas (contratação, evolução, etc). Tópico simples, mas que no dia-a-dia é complicado.
  • Comunicação: Como vai fluir a comunicação em seu projeto? E se o estagiário mandar um mail para o diretor do cliente? Quem vai participar dos diversos tipos de reuniões? Quando ocorrerão essas reuniões? Aconteceu um determinado problema, quem deve ser acionado? Enfim, o Gerente de Projeto deve traçar esses caminhos, e garantir de que a comunicação esteja fluindo como o planejado. Já passei por problemas nisso, e é algo comum… coisa que o desenvolvedor no dia-a-dia acabou combinando algo com o cliente (que também, em muitas vezes, não tinha a alçada para tal decisão) e não comunicou ninguém. O cara normalmente nem faz esse tipo de coisa por mal, mas isso geralmente dá problema no futuro. Outra coisa que o pessoal esquece, principalmente do meio para o final do projeto: a formalização. Formalize tudo, documente, nem que seja um e-mail, mas nunca caia na armadilha de acordos verbais ou “acordo de cavalheiros”, isso nunca funciona! O que vale é o que esta escrito. Até o catolicismo e similares precisam do que está escrito na Bíblia para embasar seus argumentos, porque você faria diferente?
  • Riscos: Aqui que os envolvidos sentam e tentam descobrir quais são os possíveis problemas ou oportunidades que o projeto vai ter. Pra cada risco levantado você traça um plano de ação e medidores para saber o que fazer com o risco se ele acontecer (ou se vale a pena investir em uma oportunidade). Isso tem que ser feito constantemente em um projeto e deve-se pensar nas coisas mais improváveis, pois estas que te darão a maior dor de cabeça. Quão improvável? Bom, tenho um exemplo bacana aqui: Se lembram daquele avião que caiu em Sao Paulo em 1997? Pois bem, tinha uma equipe inteira de um projeto de uma consultoria que trabalhei. Todos morreram, e com eles todos os Notebooks e dados do projeto em questão. O cliente ficou com pena? Sim, claro, e por isso deu o prazo de um mês para a consultoria repor a equipe… pois é, contrato é contrato. Depois disso a consultoria colocou como risco em todos os projetos que envolviam viagens a queda de aviões, e como plano fazer o time viajar separado. Tenho certeza que quando o outro vôo caiu em São Paulo em 2007 (ou 2008, não me lembro), a consultoria não deve ter se abalado tanto (se é que tinha gente de projetos no vôo). É muito comum as empresas terem um grupo de riscos padrão, aqueles que se repetem em todo projeto, como por exemplo o risco de um recurso chave pedir demissão.
  • Aquisição: essa parte trata de contratação de serviços de terceiros. Pode ser um seguro, um especialista, um aluguel, um servidor, mesas e cadeiras de escritório… enfim, qualquer coisa. O maior cuidado aqui é não confundir com a parte de Recursos Humanos e sempre ficar de olho se o serviço contratado esta alinhado com a Qualidade do projeto. Tomar cuidado também com a compra de bens, sempre alinhando com a contabilidade da empresa (depreciação e afins…).
  • Escopo: Talvez a maior armadilha de um projeto, todo o resto você consegue negociar com quem quer que seja, mas o escopo é o que é o mais sagrado em um projeto. É o que o cara pediu, nem mais nem menos. Repito, nem mais nem menos. Não pense em agradar seu cliente dando coisas a mais do que ele pediu, você vai quebrar a cara. Quer um exemplo prático? Imagine a revisão do seu carro como um projeto, você sabe exatamente o que será feito no veículo, quando começará, quando será entregue e quanto custará. Quando você vai buscar o carro o chefe da oficina diz: “Amigo, você é um cliente bacana, de cortezia trocamos os 4 pneus do seu carro, sem custo algum!” Lindo, não? Você acha que se deu bem e o chefe da oficina acha que te agradou, mas e se ao sair da oficina você andar 2 quadras e um pneu furar e você perder o controle e bater o carro, qual será sua primeira reação? Aonde você vai voltar para reclamar? Pois é, isso acontece muito, principalmente em TI, o pessoal adora enfiar coisas inúteis no projeto, pode ser um relatório a mais, um gráfico a mais, uma “telinha” a mais… Pode ser algo lindo, fantástico, surreal, mas se esta fora do escopo acordado, então é inútil para o projeto, além de poder se transformar em um Risco.
  • Integração: Resumindo, nada do que você leu acima ocorre de maneira isolada, então junta tudo o que esta acima e se vira no dia-a-dia. Exemplo simples, um recurso pede demissão, gerando atraso no cronograma, com isso você acaba tendo que contratar um novo recurso ou subcontratar, esse cara novo pode por em risco a qualidade do projeto. Se ele tiver um salário maior que o anterior, pode afetar seus custos.. e por aí vai.

(isso foi muito mais do que resumido, para saber mais leia pelo menos o livro PMBoK ou o PRINCE2, além de outros menos famosos mas tão interessantes quanto)

Aqui esta bem resumido o dia-a-dia de um Gerente de Projetos, mas se eu tivesse que resumir mais ainda eu diria que o principal papel do Gerente de Projetos é “Antecipar problemas”.

Agora vou falar dos erros que as empresas normalmente cometem ao definir um Gerente de Projetos. Peceberam que a função do Gerente de Projetos é bem específica? Ele é o cara que tem o conhecimento para cuidar do projeto, esse é seu conhecimento: “Gerir Projetos”. “P-R-O-J-E-T-O-S”. O cara não é um Desenvolvedor, Pedreiro, Médico, Engenheiro, ele é um Gerente de Projetos! O que quero dizer é que o Gerente de Projetos não precisa ter conhecimento técnico sobre o projeto, o Gerente de Projeto tem que conhecer de projeto. A técnica do Gerente de Projetos é saber como gerenciar um projeto. (Acho que ficou claro, não?)

As empresas erram muito nisso… mas muito mesmo… erram demais! Elas geralmente encaram a função de Gerente de Projetos como uma promoção para, por exemplo, o Coordenador de Desenvolvimento de TI. E aí a coisa desanda… os projetos vão falhar um atrás do outro. Pois o indivíduo não possui o conhecimento em relação a projetos. Não estou dizendo que o Coordenador de Desenvolvimento não tenha capacidade intelectual para ser um Gerente de Projeto, mas a pessoa precisa ter o perfil e ter estudo sobre o assunto para exercer a função.

Eu mesmo sou um exemplo disso. Eu sou formado em Análise de Sistemas, e fui de Analista de Sistemas para Gerente de Projetos. Não foi uma promoção, e sim uma mudança de função (mesmo porque na ocasião meu salário nem mudou…). Na ocasião eu tinha terminado uma pós-graduaçao sobre o assunto e tinha decidido seguir essa carreira. A prova mais concreta de que o Gerente de Projetos cuida de projetos é que hoje eu gerencio um projeto que é 80% trabalho elétrico e 20% que envolve software, e nem é desenvolvimento. Não manjo absolutamente nada de Engenharia Elétrica, a minha maior realização no assunto foi trocar a resistência do chuveiro em casa, mas mesmo assim consigo gerenciar o projeto. Claro que eu tenho como “braço direito” um especialista em Engenharia Elétrica e outro em Software, mas é cada um na sua especialidade. Eles falam de coisas que eu sequer imagino como funciona (ok, com o tempo acabo absorvendo de qualquer maneira) assim como as vezes peço algumas informações que eles nem imaginam para que servirão.

Já vi muito isso, empresas que colocam como Gerente de Projetos pessoas que sabem de tudo, menos gerenciar projetos. E com isso a coisa afunda, e afunda bonito.

Ah, já ia me esquecendo, quem quer ser Gerente de Projetos precisa estar preparado para deixar para trás a parte técnica. Principalmente se é da área de TI, conforme-se, em menos de 3 anos você já vai ter esquecido tudo o que aprendeu e não vai conseguir acompanhar o desenvolvimento das tecnologias, conforme-se em se atualizar lendo a Info, de forma bem macro. Por isso que os RHs chama essa decisão na carreira de “Carreira em Y”, pois chega um ponto em que você decide se vai continuar como um especialista técnico ou vai para área administrativa.

Não se iluda! Conheço casos em que o especialista técnico ganha mais do que o Gerente de Projetos. Não se deixe enganar pelos titulos dos cargos, escolha o caminho que você realmente gosta. Outro dia fiquei em uma reunião das 9h da manhã até 15h com um cliente discutindo e renegociando um contrato que tinha ao todo, com seus anexos, umas 300~400 páginas… O resultado da discussão poderia terminar de forma precoce um projeto de alguns milhões de Reais (meu chefe com certeza não ficaria feliz) e colocaria na rua cerca de 80 profissionais de diversos níveis (eu incluso, afinal Gerente de Projetos sem projeto não serve pra muita coisa). Se essa cena/situação não te agrada, esqueça a gestão de projetos… Sério, nem tudo são flores, e cenas como a que descrevi acima são bem mais comuns do que você possa imaginar.

Não perca os próximos posts sobre o tema. Vou falar do Gerente de PMO (minha função hoje) e depois o mais divertido: Lições Aprendidas, onde vou falar dos absurdos que acontecem no meio de um projeto, e a solução que adotei para resolver o problema.

Tá, post atrasado, mas só resolvi escrever pois na semana retrasada aconteceu algo comigo que tem a ver com isso.

Sexta (09/10) me dirigi ao aeroporto Santos Dummond no Rio para voltar para casa, quando chego lá vejo o caos: aeroporto fechado a mais de 20 horas. Como no trabalho estou sem acesso a internet por enquanto e em reunião o dia todo, não fiquei sabendo que o mal tempo na cidade tinha causado isso.

Com os vôos cancelados fui ver com a companhia o que seria feito, a excelente Azul (gostei mesmo dela) só consegui me encaixar em um vôo no dia seguinte, praticamente 23 horas depois do vôo original. Diante disso veio a primeira tentativa de solução: Rodoviária. Como era véspera de feriado não haviam passagens. Como dormir no aeroporto estava fora de cogitação (minhas costas jamais me perdoariam) fui atrás de um hotel para passar a noite.

E aqui que entra o Rio 2016.

Durante a campanha do Rio como sede das Olimpíadas foi comentado que umas das melhorias a serem feitas é a quantidade de hotéis na cidade. Isso me chamou a atenção, afinal o que mais vejo aqui no Rio é hotel (e claro, taxistas). Tudo quanto é canto tem um hotel, mas quando fui procurar um hotel com vaga… Meu Deus, sem sacanagem, tentei uns 15 hotéis na região de Copacabana, Leme, Centro e Barra. Era uma cena digna de Jack Bauer, eu recebendo telefones de hotéis da minha esposa (afinal eu estava sem internet) e o taxista conseguindo hotéis com sua central. Depois de uma hora e meia achei um hotel lá na PQP (Barra da Tijuca). Só o táxi do aeroporto para o hotel custou R$80.00! Uma coisa impressionante, eu estava quase ligando para o Porto e Tux para saber se eles não queriam virar a noite jogando video-game e comendo pizza de chocolate :-)

Bom, só consegui ir embora no dia seguinte, de ônibus… E nem foi para Campinas, só consegui passagem para São Paulo. Enfim, um dia de cão, sorte que consegui testar o PSP durante a longa viagem! (“pata-pata-pata-pon”, Gui Chicalé, te odeio)

Mas já que toquei no assunto, achei bem legal a escolha do Rio como sede olímpica. Sei que tem muita gente reclamando, achando que vai dar errado, que vão desviar dinheiro, que obras vão atrasar, que deviam se preocupar com a educação/segurança antes das Olimpíadas e mimimi… na minha opinião é uma grande conquista sim, e vai fazer muito bem para o Rio e o Brasil.

Estou certo que veremos no Fantástico obras atrasadas e super faturadas, mas creio que o benefício será muito grande. Só para se ter uma idéia, no cliente que estou aqui no Rio haverá investimento do Governo na ordem de mais de meio bilhão, obras que serão para as Olimpíadas, gerando emprego e movendo a economia como um todo, mas mais ainda, são obras que persistirão depois delas, trazendo benefícios para os cariocas e turistas.

Sei que enquanto tem muita gente reclamando tem também muita gente fazendo, e isso que importa.

Só sei de uma coisa: 2014 é Copa do Mundo. 2016 Jogos Olímpicos. Fato que ninguém vai trabalhar. E então 2015, vamos emendar?

Hoje fiquei muito feliz ao ver o Twitter abaixo:

twitter

O link em questão é para um texto sobre pirataria que escrevi para o Continue.com.br. É engraçado ver uma pessoa que nunca vi na vida indicando um texto que eu escrevi. Não tem jeito, a sensação de satisfação é muito grande. Ainda mais sendo um texto de Abr/2008!

Esse texto sobre pirataria foi uma das minhas poucas colaborações para o excelente site de games Continue.com.br, além deste escrevi um sobre Daltonismo, Finais de Games e um sobre Importação de Games. Queria ter mais tempo/inspiração para escrever mais (principalmente no Vitrola Velha e no PXB). Mas de todos os textos, o de pirataria foi o que mais fez “sucesso”.

Claro, o assunto sempre gera polêmica e bate-boca, ainda mais da forma que escrevi (considerada “radical” por alguns). Lembro-me que ele ficou cerca de 2 semanas como tópico fixo no fórum oficial da Microsoft para o Xbox (parece bobeira, mas eu fiquei feliz com isso, já que a Microsoft não tem o costume de ter tópicos fixos), no PXB ele durou por muito tempo até ser trancado (não adianta, esse assunto sempre acaba gerando brigas) mas pelo que me lembro, mais de 1000 pessoas tiveram acesso ao texto apenas pelo PXB.

Lembro que eu participava de um grupo de discussão sobre preço de games e vi uma pessoa indicando o texto para o pessoal. Isso massageia o ego :-) , mas o mais legal é o fato de eu ter certeza saber que esse texto “converteu” pelo menos uma pessoa. Pois é, um usuário do PXB me disse certa vez que quando leu o texto ele resolveu parar com jogos piratas. Hoje esse usuário até vende jogos originais em vários classificados!

Sabe aquela coisa que a gente sempre escuta ou fala: “Não sei se isso vai adiantar para alguma coisa, mas se pelo menos uma pessoa mudar em relação a isso eu já fico feliz”, pois bem, foi bem essa minha sensação.

Fico feliz em saber que esse texto ainda esta rodando por aí… e espero que mudando mais pessoas.

Hoje eu evito entrar em discussões sobre o assunto, encaro como uma guerra perdida. A última discussão que participei disso foi aqui no trabalho, onde o pessoal estava naquela velha ladainha de “baixar da internet não é ilegal” e outros “sim, é ilegal, por causa da lei xyz…”. Enfim, eu sempre sem paciência para o assunto soltei um “Se é ilegal ou não eu não sei, mas afirmo com certeza absoluta de que é no mínimo algo imoral”. Silêncio na sala. Bom, pelo menos ninguém me xingou na cara… e como todos ficaram quietos é porque na maioria “caiu a ficha”.

Enfim, eu sempre termino esse tipo de assunto indicando o livro Ilícito de Moisés Naim, que pode ser conferido na íntegra (e de forma legal) no Google Books. Não deixe de ler.

Ah, antes que comecem a questionar, meu Windows, Office, CDs, MP3s e tudo mais são originais, por mais difícil que isso possa parecer para alguns. Inclusive meu PS2 era bloqueado! Com certeza uma peça de museu! E por causa disso eu sempre preciso completar com: “Não. não sou milhonário, nem rico”.

Aliás lembrei de um assunto que anda meio parado… o programa Original Online  (apoiado pelo PXB) que foi apresentado no início deste ano, morreu? A idéia era muito interessante…

Putz, que título besta, mesmo porque não vou falar do Xbox 360, mas eu queria usar esta piada em algum lugar…

Pois bem, essas últimas semanas tem sido corridas pra mim, só em viagem e trabalhando muito. Quando chego a noite no hotel só tenho vontade de deitar na cama e descansar vendo TV.

Como na minha casa em Campinas não tem TV a cabo (nem TV aberta funciona direito), a primeira semana no hotel passou rápido, matando saudades da MTV, Discovery Channel, Warner, Sony, Fox e FX… mas não demorou muito para eu me lembrar do porque TV a cabo não faz falta nenhuma em casa: tudo se repete infinitas vezes. “Programação recursiva” é um saco.

Para muitos esse é um cenário de tédio, mas para mim é um cenário perfeito para uma nova aquisição: um PSP! (TaDa!)

Pois é, semana passada comprei um PSP, e desde então tenho me surpreendido com o aparelhinho. A diversão é garantida! Com ele comprei o óbvio God of War, como eu já esperava,  o jogo é fantástico. Ainda não o terminei pois além de estar curtindo aos poucos, outros jogos estão me prendendo:

  • Gran Turismo: a versão portátil esta bem bacana, gráficos legais e jogabilidade tranquila. O único ponto negativo é o modo carreira, meio vazia, mas mesmo assim me prendeu bastante.
  • LocoRoco 2: Minha esposa disse para eu jogar este jogo escondido e com fones de ouvido, pois ele é muito “alegre”… Realmente o jogo é meio biba, com musiquinha biba, personagens biba, cenários biba, mas mesmo assim ele vicia. Possui um “gameplay” bem diferenciado e bem bacana. Às vezes é bom sair do trivial (só nos games hein, só para deixar bem claro). Sim, vou jogar escondido e de fones.
  • Patapon: Eu teria passado batido por este jogo se meu amigo Guilherme Chicalé não tivesse falado dele pra mim no começo de 2009 e recentemente recomendou o jogo novamente quando soube do meu PSP. Testei o demo da PSN e… “Pata-Pata-Pata-Pon!” musiquinha do inferno que não sai da cabeça! É um jogo de ritmo com elementos de estratégia, super-ultra-viciante. Terminando este eu compro a continuação sem pensar!
  • PixelJunk Monsters Deluxe: Procurando por um jogo de Tower Defense me deparei com este, super bem cotado no Metacritic.com. Pelo que andei lendo ele é tido como um clássico do estilo e com bastante sucesso no PS3/PSP. Realmente fantástico, com gráficos bem feinhos, personagem tosco e musiquinha irritante mas com uma jogabilidade fabulosa. Como todo jogo de Tower Defense que eu conheço, é viciante e divertido ao extremo! (Ok, só tenho 3 excelentes referências: Defense Grid, South Park e Plants vs Zombies).
  • Echochrome: Vou ser sincero, eu comprei um PSP por causa deste jogo. Desde que foi anunciado a mais de um ano atrás eu fiquei maluco, o pior é que ele é exclusivo da Sony (PSP e PS3), sem chance de sair para XBLA. Na verdade é um estilo de jogo que Microsoft infelizmente não aposta muito, uma pena, mas a Sony nesse sentido é bem mais ousada. De cara, esse foi meu primeiro download na PSN. Vale cada centavo. O jogo é um puzzle difícil de ser descrito, o mais fácil é olhar um vídeo (abaixo). O jogo mostra como nosso cérebro é condicionado em acrediar no que se enxerga. Sério, este jogo dói a cabeça!

Fantástico, não?

Ainda estou a procura de outros games para o console portátil. Baixei os demos da PSN e realmente não me dei bem com jogos luta e de tiro… não sou nada sem o segundo comando analógico. Então vou focar principalmente em corrida, puzzles, plataforma e ação tipo God of War. Alguém tem algo para me sugerir que não seja luta ou tiro? Alguns que estou de olho para o futuro: Rock Band Unplugged, Lemmings, Castlevania, Little Big Planet (quando lança?), MotorStorm e Ultimate Ghosts ‘n’ Goblins.

O bacana de se pegar um console com alguns anos de vida é que você tem a sua disposição uma grande variedade de títulos consagrados, não precisando se arriscar em títulos duvidosos.

Navegar pelo XMB (software básico do PSP) foi super tranquilo e intuitivo. Usar a PSN pelo PSP também foi muito simples, sendo que comprei os jogos via download (exceto o God Of War, que esta no curioso e falecido UMD). Tudo correu perfeitamente bem.

O único ponto negativo até agora é o navegador de internet, lento e não abre os sites de maneira satisfatória, meu Nokia N95 com o SkyFire dá um banho nesse do PSP. Aliás, a lentidão se relaciona em tudo que utiliza a conexão Wi-Fi, um download de 100Mb leva em torno de 40 minutos (testei m 3 redes diferentes). Outros serviços como o Skype ainda não testei, mas é o tipico serviço que nem é o foco para mim no momento (se bem que seria legal gravar um podcast usando ele).

Mas sabe o que achei mais estranho? Jogar sem aparecer de tempos em tempos a mensagem de “conquista desbloqueada”… Podia pelo menos fazer o barulhinho :-)

Já faz um tempinho que estou ensaiando para escrever aqui, mas o tempo ficou corrido demais…

E como agora estou sem muito tempo para jogar, vou ter que falar de trabalho. Claro que estou cogitanto a compra de um PSP (e aí, PSP 3000 ou PSP Go?) para horas de viagens, que serão constantes a partir de agora, e ficar em quarto hotel é um tédio enorme…

Vou falar um pouco de Gestão de Projetos. Sei que alguns visitantes daqui são da área de TI, então a gestão de projetos deve (ou deveria) ser de conhecimento para este público, mas vamos a alguns conceitos. Antes de falar do papel do Gerente de Projetos, precisamos saber o que é um Projeto.

De maneira resumida, um projeto é um grupo de atividades com enfoque para gerar um ou mais produtos únicos. Esse grupo de atividades possuem inicio, meio e fim de forma bem definidas. Exemplos clássicos disso não faltam: a construção de uma casa, o desenvolvimento de um sistema, a implantação de um sistema, a revisão de um carro, e por aí vai. Simples? Pois é, deveria ser… mas vejo muitas empresas (que eu tenha trabalhado ou que tomei conhecimento) que já não levam isso ao pé da letra, confundindo projeto com operação.

Operação é algo contínuo, que gera produtos idênticos. Nada melhor para exemplo do que uma fábrica de automóveis. Eles constroem vários carros por dia, teoricamente idênticos entre sí. Parece um conceito básico, mas é muito comum misturar as coisas. TI é campeão nisso, misturando um projeto com operação… na área de engenharia a coisa é mais simples de se separar, por exemplo a construção de uma casa, há o projeto para construir uma casa, mas a partir do momento em que ocorre a “entrega das chaves” o projeto, teoricamente, foi finalizado. A partir deste momento a casa esta em “operação” pelo proprietário. TI consegue fazer disso um inferno. Quantas vezes você já não viu projetos que nunca terminam? Daqueles projetos em que o pessoal termina o software mas já aparecem evoluções dentro dele? E quando se vê você tem aquele famoso “projeto guarda-chuva”?

Depois volto com mais coisas sobre Gestão de Projetos. Minha idéia é começar a blogar experiências passadas, que vistas isoladamentes podem parecem absurdas e engraçadas, e experiências atuais. Não me xinguem, estou sem tempo para outra coisa que nao seja trabalho :-)