Ok, exagerei no título do post, queria dramatizar mesmo… Mas na verdade o que quero escrever é sobre alguns hobbies que tenho deixado de lado nos últimos tempos, mas que pretendo voltar a praticar algum dia.
O primeiro, e o que eu mais sinto falta, é o Mergulho Autônomo. Em 2002 fiz o curso para ser mergulhador, sendo que em 2002 e 2003 foram os anos que mais me dediquei ao esporte, conhecendo muitas praias de SP e RJ. Aliás, por sorte, morei no Rio de Janeiro por um ano neste periodo, então consegui mergulhar no Rio de Janeiro e em Arraial do Cabo.
O que dizer do mergulho? É talvez uma das melhores atividades esportivas a se fazer. Se você tem interesse sobre o mergulho, faça o curso, a chance de se apaixonar por esse mundo é muito grande. É difícil existir mergulho ruim, e olha que já peguei alguns bem, digamos, desconfortáveis, como gelados (13° no mar do Rio de Janeiro), sem visibilidade nenhuma e com enjôo até de baixo d’agua em Natal (lua de mel, achei que iamos morrer naquele barco maldito, mas o mergulho foi show). Mas claro, tem os fantásticos, como encontrar tartarugas, ouvir som de baleia (Laje de Santos!), a incrível sensação de parecer flutuar. Ah, tem o silêncio também, só você e sua respiração, simplesmente indescritível. Fiz o curso de mergulho noturno, que multiplica tudo por 2, pois chega a ser melhor do que o diurno!
De 2004 a 2006 fui diminuindo o ritmo dos mergulhos. Talvez o principal motivo tenha sido o financeiro, fato: mergulhar é caro. Comprei quase todo o equipamento no decorrer do tempo, mas saindo de Campinas, o lugar mais próximo é Santos na Laje de Santos (que é um lugar fantástico), uma operação sai por volta de R$250, o que te dá direito a mais ou menos 2 “afundadas”, sem contar seu custo de transporte e alimentação. Caro, muito caro, mas vale cada centavo. Acho que nunca gastei tão bem meu dinheiro como nos mergulhos.
Se eu já estava parando de mergulhar, depois da minha hérnia de disco a coisa piorou. Não sei se será possível voltar a mergulhar, mais por receio, precisaria estar mais seguro e sem nenhuma dor para me afundar, mas de qualquer maneira, mesmo apertado de grana, o equipamento eu não vendi. Quem sabe assim que tudo se estabilizar…
Recomendo muito! Quem tem curiosidade, corra atrás!
O segundo que sinto falta é o Poker.
Aprendi a jogar poker por volta de 2000, mas comecei mesmo a me interessar por volta de 2005, quando aprendi o “maldito” Texas Hold’em. Em 2005, 2006 e 2007 eu fazia mesa de poker quase todas as terças-feiras em casa, com amigos. Claro, sempre a dinheiro, com cacifes de R$10.00. Era um valor que precisava ser baixo para divertir e alto para ser levado a sério.
Antes de mais nada você precisa entender: não existe Poker sem valer dinheiro. Isso é fato!
Cheguei a me aprofundar bastante no jogo, li alguns livros e realmente aprendi a jogar legal. Quem acha que Poker é jogo de azar, é porque não sabe jogar. A galera era bem ponta firme e sempre tinhamos mesa cheia, todos jogavam de forma bem séria. Tivemos alguns pontos fora da curva, indo para São Paulo jogar em mesas de “gente grande”, experiências únicas, onde numa noite você aprende muito mais a jogar do que lendo qualquer livro.
Cheguei a jogar pela internet também, mas não gostei, senti falta do “calor” da mesa. O jogo na internet é muito frio e racional. Claro, parei também na internet pois mais perdia do que ganhava…
Em 2008 veio minha hérnia de disco e com isso o poker foi interrompido em casa, pois não tinha jeito de ficar sentado horas diante uma mesa. Mas na época que fiquei em repouso eu joguei bastante pela internet, apenas por diversão. Hoje já penso em voltar a jogar, preciso ver com o pessoal, o que complica é a academia que sou “obrigado” a fazer toda noite, mas assim que passar o frio vou ver se consigo reunir o pessoal (jogamos na varanda).
Antes que digam alguma coisa, o poker não é ilegal. Ilegal é a exploração do jogo, ou seja, casas que ganham e promovem o chamado “cash game”, o que existe muito são os chamados torneios, onde se faz uma inscrição e os primeiros colocados ganham prêmios, isso é legal, tanto que existem inúmeras casas em SP que vivem disso.
Enfim, não existe nenhum jogo melhor do que o Poker. Até de qualquer video-game ele ganha.
Por fim, e não menos importante, guitarra!
A muito tempo atrás eu fui um guitarrista, e tinha até uma banda! Acho que até era um guitarrista bom, minha banda tocava Steve Vai! Realmente estudava muito o instrumento e música em geral, isso era na década de 90. Quando vim para a faculdade acabei deixando a guitarra de lado, pois trabalhava e estudava, não tinha como praticar, e todo instrumento musical exige dedicação.
Claro que minha banda era de Rock, tocávamos covers de Black Sabbath, Metallica, Iron Maiden, Ozzy… enfim, se a gente gostava do som a gente tirava. Chegamos a fazer alguns shows na cidade, coisa pequena, mas muito divertido. Querendo ou não é legal ficar tocando For Whom the Bell Tolls e ao mesmo tempo tomando cuidado para que nenhum imbecil pisasse nos seus pedais enquanto fazia um mosh…
Hoje a situação é outra, a guitarra esta aqui (prometi a mim mesmo nunca vende-la), mas quando pego para tocar acaba faltando agilidade. Sei exatamente o que deve ser tocado, tenho um bom ouvido para tirar músicas, mas a agilidade nos dedos… Não adianta, precisa praticar, e hoje em dia não tenho mais paciência para isso. E outra, antes eu tinha uma motivação para estudar/praticar, que era a banda. Não, eu não esperava ficar famoso, mas o fato de juntar a galera era bom demais.
Hoje eu não teria mais uma banda, afinal onde teria tempo para isso? Mas se tivesse seria de Jazz/Blues ou um cover dos Misfits ou Brujeria. Coisa para descontrair mesmo, mas creio que este hobbie já era, hoje fico no Guitar Hero e Rock Band, alias neste domingo passei a tarde na casa de um amigo jogando o Guitar Hero Metallica com mais outros 3 colegas. É quase igual uma banda, com a diferença que a música fica bem mais parecida (e os egos bem menos inflados).
É, vendo bem, de uma forma ou de outra o conceito deste hobbie esta andando
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