Não tem jeito, acredito que tdos vão se lembrar deste jogo como o “Game feito pelo lavador de pratos no seu tempo livre usando a ferramenta gratuíta XNA da Microsoft que ganhou prêmios e foi promovido para ser um jogo de destaque da Xbox Live Arcade”. Bla-bla-bla, isso é conto de fadas e não torna um jogo bom ou ruim, o que vale mesmo é o que meus dedos vão sentir :-)

Se você esta com preguiça de ler até o final, vou resumir o jogo numa frase: “É um Ninja Gaiden 2 em 2D misturado com Alien Hominid HD e com um visual sinistro. E difícil.”

No jogo você é um ser que acorda numa cozinha (Precisavam encaixar o Dishwasher – lavador de pratos – em algum lugar) e sai matando Deus e o mundo. E morrendo na mão de Deus e o mundo. O enredo com certeza não é o ponto forte do jogo, mas quem se importa?

No decorrer das fases você vai evoluindo seu personagem e armas, e vai quebrando tudo que ver na frente. O jogo é violento, com várias animações bacanas ao finalizar os inimigos. A variedade dos inimigos também é satisfatória, apesar de ser meio zoneado: você tem zumbis, agentes de terno, militares, robôs e até a morte a cavalo! Isso, as vezes, na mesma tela.

A jogabilidade é a mais old-school possível (gosto de falar “old-school”), é andar, pular, golpe fraco, golpe forte e magia. Isso tudo gerando muita dor no dedo, já que não dá para parar para pensar. E existem os chefões no final das fases, osso duro de roer!

Alias, o jogo é bem dificil, daqueles que faz você desistir e ir jogar Peggle para relaxar. Mas o segredo aqui é: ao enroscar numa fase volte no inicio do jogo e consiga grana para evoluir seu personagem e, estando fodão, supera a fase que estava enroscado. Se serve de consolo, isso aumenta consideravelmente o fator replay :-)

O som é maneiro. Na maior parte do tempo você não escuta a música, e para falar a verdade nem sei se existe uma música de fundo pois o tempo todo você esta ouvindo o som de tiros espadas, carne sendo dilacerada e as vezes sons de guitarra. É, tem uma guitarra que abre um mini-game de apertar botões.

Isso merece um parágrafo especial: um samurai-lavador de pratos-guitarrsta que esta no meio de uma batalha com zumbis+militares+robos+agentes de terno e pega uma guitarra para dar um solinho. E eu reclamando da zona de variedade de inimigos…

O ponto é que o mini-game, apesar de non-sense, é divertido, permitindo até o uso da guitarra do Guitar Hero (talvez do Rock Band) na sua execução. Claro que não vale o esforço de ligar a guitarra para passar o mini-game, mas vale a curiosidade.

Os gráficos são bem bacanas,
todo estilizado, passando bem uma sensação gótico-emo-sinistro-”mamãe, sou um samurai que lava pratos e toca guitarra”, sempre com tons pálidos. Realmente chama a atenção neste ponto.

Além do modo história com suas longas 14 fases (considerando que várias vezes você voltará para jogar no inicio), o jogo conta com um modo arcade bem bacana com 50 fases, lembrando bem aquela expansão do Ninja Gaiden 2, onde você tem como objetivo matar N inimigos com arma X. O modo multiplayer não testei.

Então se você gosta de jogos a la 90s, onde a lei é massacrar botões, deixando de lado a história e a lógica, e onde a dificuldade é um desafio, pegue este jogo já!