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Archive for April, 2009

Enquanto a maioria da imprensa brasileira ignora tudo que vem do Portal Xbox Brasil, a impresa internacional esta de olho!

Neste sábado, no 2º Fórum Nacional do Portal Xbox foi deixado no ar o lançamento do Forza 3 ainda neste ano. Na verdade o Gerente de Marketing da Microsoft mostrou parte de um logotipo do jogo em um slide e em segundos o pessoal já reconheceu, era o logotipo do jogo. Mas como o Gerente não falou nada, então não é um anúncio oficial.

O ponto é que fora do Portal Xbox Brasil nada foi falado (só na cobertura do GoLuck), mas hoje vários sites de peso pelo mundo comentaram.

Saiu na Eurogamer, Computer and Videogames, N4G, OXM e provavelmente em muitos mais sites que eu não acompanho.

Lição disso tudo? A mídia brasileira deixou de dar um grande furo mundial da coisa. Lembrando que no 1º Fórum do Portal Xbox do ano passado, a Microsoft Brasil permitiu que os participantes jogassem o jogo Ninja Gaiden 2, que ainda não havia sido lançado…

Será que agora sites “de peso” nacionais vão publicar? Só porque saiu no exterior? tsc tsc…

Fico mais do que feliz ver o PXB estar tomando um porte desses… E feliz que um anúncio desse porte tenha daído da filial brasileira da Microsoft!

Sábado aconteceu o 2º Fórum Nacional do Portal Xbox na própria Microsoft. Para quem não sabe, este evento não é um encontro de usuários, e sim um fórum de discussões com pessoas de peso sobre Xbox e mercado de games em geral.

O evento foi excelente, todos os envolvidos estão de parabéns! Fiz um resumo no PXB, caso se interesse em ler, clique aqui.

Uma coisa me chamou a atenção… Só vi o pessoal da Revista Oficial do Xbox lá, mais uma vez a mídia especializada deixou passar em branco esta ação do PXB. Não sei se marquei toca e não vi mais alguém (GoLuck estava lá tabém, mas acho que como participantes, e não imprensa). Porque será que existe este gelo? Uol? Terra? Meio Bit Games? Finalboss… pra que ignorar algo tão importante quanto este?

Não é a primeira vez que falo disso aqui, mas isso me chama a atenção.

Outra coisa (esta positiva), conversei com o Guilherme Camargo (Gerente de Marketing do Xbox no Brasil) lá, e posso dizer que a Microsoft é uma empresa que esta muito antenada com seus consumidores, ouvindo suas exigências e captando seus feedbacks, e que esta desbravando um mercado que já expulsou algumas empresas no passado. Isso mostra que se algo dá errado por aqui, é porque não dependeu da Microsoft, e sim de fatores externos (ok, pelo menos a maioria).

Muito bom também foi rever vários amigos, não vou citar um a um porque seria injusto. Não consegui conversar decentemente com muitos, mas só um “oi” já valeu a pena.

Senti falta de alguns colegas, mais uma vez sem citar nomes, mas preciso dizer que Mr Power Play e RHReis fizeram falta.

Outra coisa bacana que ocorreu, esta foi minha primeira viagem de moto depois da cirurgia! Foi muito bom na ida! Mas na volta minhas costas já estavam reclamando (dia inteiro sentado) então não foi tão bacana, mas mesmo assim cheguei bem em casa, e depois de um remédio e uma noite de sono a coisa tinha se resolvido!

Resumindo, é muito bom ver um mercado tão promissor de games estar tomando forma por aqui, e melhor ainda sabendo que a comunidade PXB faz parte disso.

É, as vezes a TV me assusta.

Vejam o que ocoreu ontem, minha esposa me enviou um SMS falando que estava vendo o Moacir na televisão! Para quem não sabe o Moacir, também conhecido como PC Engine Fan, é o maior colecionador de games do Brasil.

Fiquei feliz e tal, afinal é um amigo meu na TV, e a noite fui ver o video do programa. Por favor, assista a este video de 6 minutos: http://maisband.band.com.br/?CodMedia=18397

Destaque para o texto que acompanha:

Debate: Viciados em vídeo game

No debate o médico Psiquiatra Dr. Aderbal, revela quais são as características de um viciado, como os pais devem agir. Moacir Alves, 36 anos, viciado em games, possui 141 tipos de vídeo games e maisde 3.000 jogos.

Assistindo o video você consegue perceber o quão tendenciosa foi a apresentadora? Ela queria porque queria apontar o vício da coisa. Deixaram o Moacir largado e ignorado no sofá jogando video-game (coitado, um PS3) e nem deram abertura para ele mostrar o que ele realmente é e o quanto ele representa para famosa comunidade gamer.

Para quem não conhece o Moacir vou resumir: é um colecionador de video-games, que conhece não só o produto “game” mas todo o mercado que os games afetam. Ele esta escrevendo um livro sobre o impacto dos games na sociedade e faz diversar palestras sobre o tema (Sociedade + games). É uma pessoa extremamente sociável, no video ele comenta que vai em festas/encontros e a apresentadora cutuca: “Mas sempre em torno dos games, né?”. Pois bem, já ví o Moacir sair no meio de encontros pois estava para fechar uma nova franquia do seu estacionamento (ou algo parecido), ou seja, por mais “viciado” que ele seja, o profissional não fica de fora. E mais, o profissional nada tem a ver com games, ele é dono de estacionamentos e não de uma Lan-House!

Mas porque a apresentadora fez o que fez para taxá-lo como um nerd-viciado-sem-vida-social?

Isso eu estudei no meu MBA: produtos substitutos. Sim, enquanto você joga video-game você não assiste TV. E além de você não assistir você impede que outras pessoas utilizem o aparelho de TV para assistir. Ou seja, as emissoras de TV perdem telespectadores e consequentemente perdem valor (deixando de cobrar por marketing e etc…). Então nada mais coerente (por parte da Emissora) denigrir a imagem de um produto substituto em um programa onde se formam opniões de, na sua maioria, “donas de casa” e estas acabem limitando seus filhos a se divertirem com seus video-games.

Bom, porque a Band não comenta dos vícios de torcedores de times de futebol, que consomem os jogos e informações de jogos todos os dias? E por muitas vezes sendo realmente viciados, deixando sua familia para  assistir jogos do seu time do coração? (Vejam bem, nada contra, só uma comparação). Claro, a Band vende futebol!

Parece óbvio?

Mas porque estou escrevendo isso? Não é para defender o Moacir, conheço ele o suficiente para saber que ele vai tirar isso de letra. Não é para defender a comunidade gamer, a maioria esta cagando e andando para a opinião do povo. Escrevo isso pela preocupação do que estamos consumindo por aí.

Falei deste assunto de game pois me chamou a atenção e conheço o outro lado da história (do gamer). Mas e o tanto de informações que consumimos (e aqui não fiquemos restritos só na TV) que não entendemos a fundo, e por muitas vezes estamos tendo contato com a informação pela primeira vez neste consumo. Será que não estamos sendo manipulados?

Ok, você não se convenceu, então vou dar dois fatos que ocorreram comigo e encerrar o post.

1 – A esposa de um amigo meu é jornalista de uma filiada da TV Globo, e ela precisava fazer uma reportagem com viciados em jogos, no caso poker e bingo. Como o prazo era curto ela não conseguiu depoimentos nem autorização das casas de bingos/poker para filmagens, o que foi feito? Claro, tudo em relação aos viciados foi encenado. Colocaram atores dando depoimentos com vozes distorcidas e rosto oculto e mesas de carteado do Estúdio X da emissora. A única coisa verdadeira era a opinião os estudiosos que tratam o vício das pessoas.

2 – A um tempo o prédio que eu trabalho foi assaltado, arrastão geral. A empresa onde trabalho foi a mais lesada, mas a noticia que saiu no jornal era levemente diferente do real. Obviamente nao entrarei em detalhes, mas era diferente a ponto de “minimizar” a situação.

Sem mais.

Mais um Xbox Live Arcade que tem sido comentado ultimamente, o famoso Flock.

O jogo, que é obra da Capcom, tem como idéia central a abdução de seres de uma fazenda para serem utilizados como pesquisa alienígena. Você controla um disco voador que não faz muita coisa, só assusta os animais, acelera, e conta com um raio trator/propulsor (que inexplicavelmente só consegue capturar alguns objetos, e não, os animais não estão nesta lista de objetos).

Com isso o jogo se resume a assustar os animais, fazendo-os mover-se em direção a nave mão (fantasticamente chamada de The Mother Flocker) onde ocorre a abdução. Lendo aqui parece fácil e simples, mas a coisa não é tão trivial. Primeiro de tudo, o jogo é um puzzle, portanto não se deixe enganar nas fases iniciais. Você tem quotas a cumprir, que se resume ao objetivo de abdusir certa quantidade de animais, e cada tipo de animal tem uma caracteristica própria, como por exemplo as ovelhas que encolhem na água, ou as vacas que saem em disparada quando assustadas e etc.

Toda “fazenda” é rodeada por água (nem questione isso, não se esqueça que você controla um disco voador, que é tão estranho quanto “fazendas ilhadas”), e se algum animal cair na água já era, um a menos para alcançar a cota.

Graficamente o jogo é bonito, mas chega a se repetir depois de um tempo. A música é excelente, uma mistura de country com pitadas de Sci-fi, típicos de filmes trash sobre aliens. Realmente um espetáculo!

A jogabilidade pode ser o maior defeito do jogo. Se por um lado temos o desenroladar das fases, que são bem diversificadas, intuitivas e de dificuldade crescente-moderada, por outro lado o controle da nave pode não ser satisfatório. Aliás fica dificil saber se o controle da nave que é meio estranho ou se realmente os animais não tem bem uma lógica precisa de movimento, mas com o passar do tempo você aprende (acostuma?) com o movimento dela.

O fato é, a grande magia do jogo esta na temática de aliens, se o jogo fosse um pouco mais genérico (como uma mão assustando bolinhas, ou coisa so tipo) ele teria passado batido.

O jogo possui um modo singleplayer com cerca de 50 fases a serem cumpridas, além de um multiplayer cooperativo. Mas o destaque mesmo fica por conta da edição de fases, e o melhor, você pode compartilhar com seus amigos através da Live.

Outra coisa que gostei, apesar de termos tempo nas fases, eles só contam para dar pontos ou não, ou seja, você não precisa se preocupar em resolver o puzzle rápido por causa do tempo. (Sim, odeio jogo com tempo)

Se você não gosta de puzzles, não entende como alguém pode gostar de Lemmings, não caia na armadilha do “jogo bonitinho de aliens”, passe longe. Mas se você gosta de um belo desafio que envolve lógica e habilidade com o controle, baixe o demo e confira!

Não tem jeito, acredito que tdos vão se lembrar deste jogo como o “Game feito pelo lavador de pratos no seu tempo livre usando a ferramenta gratuíta XNA da Microsoft que ganhou prêmios e foi promovido para ser um jogo de destaque da Xbox Live Arcade”. Bla-bla-bla, isso é conto de fadas e não torna um jogo bom ou ruim, o que vale mesmo é o que meus dedos vão sentir :-)

Se você esta com preguiça de ler até o final, vou resumir o jogo numa frase: “É um Ninja Gaiden 2 em 2D misturado com Alien Hominid HD e com um visual sinistro. E difícil.”

No jogo você é um ser que acorda numa cozinha (Precisavam encaixar o Dishwasher – lavador de pratos – em algum lugar) e sai matando Deus e o mundo. E morrendo na mão de Deus e o mundo. O enredo com certeza não é o ponto forte do jogo, mas quem se importa?

No decorrer das fases você vai evoluindo seu personagem e armas, e vai quebrando tudo que ver na frente. O jogo é violento, com várias animações bacanas ao finalizar os inimigos. A variedade dos inimigos também é satisfatória, apesar de ser meio zoneado: você tem zumbis, agentes de terno, militares, robôs e até a morte a cavalo! Isso, as vezes, na mesma tela.

A jogabilidade é a mais old-school possível (gosto de falar “old-school”), é andar, pular, golpe fraco, golpe forte e magia. Isso tudo gerando muita dor no dedo, já que não dá para parar para pensar. E existem os chefões no final das fases, osso duro de roer!

Alias, o jogo é bem dificil, daqueles que faz você desistir e ir jogar Peggle para relaxar. Mas o segredo aqui é: ao enroscar numa fase volte no inicio do jogo e consiga grana para evoluir seu personagem e, estando fodão, supera a fase que estava enroscado. Se serve de consolo, isso aumenta consideravelmente o fator replay :-)

O som é maneiro. Na maior parte do tempo você não escuta a música, e para falar a verdade nem sei se existe uma música de fundo pois o tempo todo você esta ouvindo o som de tiros espadas, carne sendo dilacerada e as vezes sons de guitarra. É, tem uma guitarra que abre um mini-game de apertar botões.

Isso merece um parágrafo especial: um samurai-lavador de pratos-guitarrsta que esta no meio de uma batalha com zumbis+militares+robos+agentes de terno e pega uma guitarra para dar um solinho. E eu reclamando da zona de variedade de inimigos…

O ponto é que o mini-game, apesar de non-sense, é divertido, permitindo até o uso da guitarra do Guitar Hero (talvez do Rock Band) na sua execução. Claro que não vale o esforço de ligar a guitarra para passar o mini-game, mas vale a curiosidade.

Os gráficos são bem bacanas,
todo estilizado, passando bem uma sensação gótico-emo-sinistro-”mamãe, sou um samurai que lava pratos e toca guitarra”, sempre com tons pálidos. Realmente chama a atenção neste ponto.

Além do modo história com suas longas 14 fases (considerando que várias vezes você voltará para jogar no inicio), o jogo conta com um modo arcade bem bacana com 50 fases, lembrando bem aquela expansão do Ninja Gaiden 2, onde você tem como objetivo matar N inimigos com arma X. O modo multiplayer não testei.

Então se você gosta de jogos a la 90s, onde a lei é massacrar botões, deixando de lado a história e a lógica, e onde a dificuldade é um desafio, pegue este jogo já!

Para quem não sabe, o Xbox 360 tem uma área chamada Community Games, onde ficam jogos criados por estúdios/desenvolvedores independentes através da XNA. Como era de se esperar de algo do tipo, tem muito lixo. Vários jogos ruins, que chega a desanimar você ficar testando um a um. Então uma indicação (como este post!) é sempre bem vinda!

Não sei ao certo o que me levou a baixar um jogo com o nome “Super Vaca”, mas baixei e acabei comprando o jogo completo. A história é bem trivial, você é uma vaca que pula e tem como objetivo salvar a fazenda de um doutor maluco (ou algo parecido) enquanto você pega um bocado de moedas e tesouros. Parece ridiculo? Sim é completaente ridiculo, mas lembre-se que Sonic fez sucesso em cima de uma história parecida.

A jogabilidade é bem simples: pule. Para avançar as plataformas, no melhor estilo 2d, pule. Para matar seus inimigos, pule. Inimigos grandes, pule 2 ou 3 vezes na cabeça. Chefões, pule muitas vezes na cabeça. Enfim, o jogo usa o direcional e o botão “A”, e devia se chamar “JumpCow”. Simples? Sim, muito simples, mas lembre-se que Super Mário não fazia muito além disso (ok, ele segurava os cascos das tartarugas, mas ele era foda).

O que? Então SuperCow esta sendo comparado com Super Mário e Sonic?! Sim. Este é o estilo do jogo, old-school total! Se tivesse sido lançado a uns 15 anos atrás, hoje teriamos um SuperCow Party ou SuperCow Unleashed. Claro que não é um clássico, fica abaixo desses que estou comparando, mas lembre-se que este jogo é feito de forma independente, não por um grande estúdio.

Voltando. O jogo começa muito fácil, e gradativamente vai aumentando a dificuldade. Este aumento de dificuldade é bem leve e devagar, o que pode irritar os mais afoitos. O lado bom é que isso torna o jogo longo, e nos níveis mais altavançados o jogo fica bem desafiador, surgindo novos inimigos. Cada fase você tem que cumprir algumas missões, que podem ser achar a saída, matar todos inimigos e por ai vai. É legal também sair coletando todas as moedas e tesouros, que só servem para pontuar, mas mesmo assim é divertido enquanto desafio.

Os gráficos são bem bonitos e caprichados, já as músicas… meu Deus, você tem vontade de pegar aquele banjo e dar na cabeça da vaca! Os efeitos sonoros são bem simplistas também.

Resumindo: gráficos bonitos, som chato, jogabilidade simples e viciante no estilo plataforma 2d, a la 1990s.

Baixe o demo aqui e dê uma conferida (O demo é de graça mesmo…).

Coisas que eu não sabia sobre os Community Games que acabou me chateando: Não há conquistas! Não consegui jogar desconectado da Live! O jogo não aparece na sua lista de jogos no xbox.com.

(O lance é o seguinte, eu entrei em contato com o Gizmodo para escrever reviews de games para eles. Gostaram dos meus textos e pediram para escrever um review-teste, fiz esse que esta neste post. Eles gostaram e pediram um tempo, depois disso sumiram, sei lá o que houve, não responderam mais e-mails, não mandaram cartas, sequer ligaram! Vai ver acharam outro… mas tudo bem, neste meio tempo surgiu uma oportunidade fantástica – que mais pra frente se tornará pública – e eu resolvi deixar o Gizmodo pra lá, então vou postar por aqui mesmo, e quem sabe não faço outros no futuro)

O que dizer de Peggle? Esta minha primeira análise é bem cruel, pois acabei escolhendo um jogo que por mais que você tente descrever é só jogando mesmo para entender.

Peggle chegou recentemente no Xbox 360 através da XBLA, mas já existia para PC desde 2007 e depois saiu para Mac, DS e iPod.

Resumidamente, você tem como objetivo destruir as bolinhas laranjas da tela atirando bolinhas do mesmo tamanho. Então o esquema é mirar, airar e olhar para ver o resultado. Sim, só isso. Então você me pergunta, “porque devo comprar algo tão estúpido como este?” Simples, porque isso funciona e diverte, por muitas e muitas horas. É estranho, quando vi os videos do jogo pensei o mesmo que você esta pensando, mas jogando a demo a coisa mudou de figura, e a compra do jogo completo foi imediata! (Seu custo é de 800 MSP)

Claro, não espere nenhuma história envolvente ou gráficos matadores, o esquema aqui é a diversão e seus modos de jogo. E esse é o principal atrativo do jogo, a diversão é garantida, seja para “hardcores ou casuais”. A jogabilidade é extremamente simples, e o jogo vai incluindo novos “poderes” nos personagens, acabando com a repetição no decorrer dele.

Peggle possui diferentes modos de jogo, um tradicional “evolução de fases”, um que permite escolher dentre as fases já superadas, um modo de desafio, que é liberado após o término do jogo e tem grande dificuldade, e um multiplayer.

O multiplayer (local ou via Live) é um pouco diferente do single player, é divertido mas limitado. Existe uma opção de jogo, onde os 2 jogadores vão revesando a vez dentro do mesmo puzzle, meio que um coop. Diverte, sem dúvida, mas poderia ter mais modos. (Quais modos? Não sei, não sou pago para pensar nisso!)

A música é bem repetiva e de qualidade duvidosa, e aquele home-theater que você ainda esta pagando a parcela não vai ajudar muito. São algumas músicas de séculos atrás (literalmente) gravados em algum formato do tipo .MID, que não empolgam nem um pouco. Algumas durante as fases são até bem elaboradas e parecem composições originais, mas caem na repetição com o passar do tempo. Já os efeitos sonoros, apesar de simples, funcionam muito bem. Muito bem mesmo. (Tente imaginar o som das bolinhas se tornando agudo conforme vão se chocando: poin, pin, tin)

Concluindo, Peggle aposta numa fórmula que dificilmente daria errado: Bolas coloridas + barulhinhos bacanas ao atingir as bolinhas (certas ou erradas) + jogabilidade simples + um enorme prazer e sentimento de satisfação a cada fase superada (que o jogo faz questão de festejar ao som de Carmina Burana). Sério, tem bolinhas que você nem acredita que acertou! Além disso o jogo mexe com a sorte, pois uma vez arremessada a bolinha segue sua vida, quase sempre sem sua interferência. (Isso vicia, acredite!)

Recomendo muito a compra da versão completa, e se tem alguma dúvida, baixe a versão de demonstração da Xbox Live,  se gostar do que viu na demo pode comprar e se divertir! Se eu não convenci do quanto o jogo vale a pena, saiba que em 23/08/2007 ele foi considerado pela MSNBC com um dos jogos mais viciantes de todos os tempos (se não acredita clique aqui). Se você se convenceu, compre ele diretamente pelo Xbox Marketplace

Hoje presenciei/participei de uma discussão que vale a pena virar texto aqui :-)

Recentemente tivemos a comemoração de 15 anos da morte de Kurt Cobain, e em um tópico de fórum o evento foi lembrado e rapidamente surgiram frases como “Dane-se Nirvana, ele era um drogado!”, “Ele não servia pra nada, vivia alucinado”, e coisas assim.

Isso mostra bem o que quero escrever aqui: Será que precisamos misturar o artista com sua vida pessoal?

Ok, Kurt Cobain era um drogado, mas suas músicas eram excelentes, marcou uma década! Quase acabou com o Heavy Metal (comercialmente falando), mas pelo fato dele ser drogado e imbecil devemos ignorar a obra dele?

Se você acha que sim, então deve ignorar tudo o que os Beatles e Elvis fizeram, assim como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Led Zepellin, Black Sabbath, Aerosmith, Metallica, Caetano Veloso, Elis Regina, Queen, Zeca Pagodinho e etc…

Até que ponto devemos misturar a música com a pessoa? E daí que Elton John é homosexual? Por causa disso não vai ouvir? (pois é, já vi casos que a resposta foi positiva). Já fui zoado por gostar de Ney Matogrosso! Deve ser tipo assim: “Ele é gay, então se você escuta também é!”. (Alguém se lembra da piada do português e do aquário?)

Não estou defendendo o uso de drogas (sou extremamente contra), só quero dizer que o que o artista faz longe dos palcos pouco me importa, o cara pode ser drogado, bêbado, crsitão, satânico, liberar o briosca, ser tonto, alegre, triste, emo, pedófilo, sado-masoquista… enfim, pouco me importa! O que me importa é o som que entra dentro do meu ouvido!

O mesmo vale para outras artes. E daí que um ator é qualquer uma das coisas acima? Você deixa de assistir um filme ou acha o filme ruim só porque o Jack Nicholson é viciado em sexo ou o Tom Cruise tem aquela religião maluca que esqueci o nome?

Livros então é melhor nem citar… Pare de ler Paulo Coelho já! Ele era “carne-e-unha” do Raul Seixas…

O mesmo vale para letras ou temas. Ouvir uma música satânica não quer dizer que sou adorador do capeta. Ouvir música gospel também não significa que vou para o céu. Encare isso tudo como arte, estórias contadas.

E mais… e se o CEO de uma grande corporação fosse um “desviado” desses, você deixaria de usar seu produto? (não responda antes de ler abaixo)

Lembrei de uma história verídica e engraçada. Uma vez eu estava no Rio de Janeiro almoçando numa pizzaria com uma galera, comemoração de fim de ano, e uma mesa ao lado (com umas 20 pessoas) estava muita bagunça e tal. Estava realmente chato. Aí uma pessoa do meu grupo, que vou chamar de Mr. G, falou: “Preciso descobrir que empresa é esta da mesa do lado, assim nunca vou consumir um produto deles”. Repetiu isso por várias vezes, e quando descobriu ficou pasmo e sem fala. Era uma equipe do Inmetro.

Acho que isso resume tudo.

O mais engraçado? Conheço poucas pessoas que fazem essa separação pessoa/artista, será que estou errado?

(Não resisti, mas preciso dar o exemplo do lunático-quase-pedófilo Michael Jackson! Sua música continua show!)